‘Não é incompetência, é proposital’ – Frases do dia

Paulo Pimenta: O verdadeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro é o genocida Jair Bolsonaro – bita brasil

IHU – 27 Mai 2021 – Imagem:DAQUI

 “A cúpula da CPI da Covid já está convencida de que o governo poderia ter evitado mortes. “Está provado que eles apostaram no tratamento precoce e na imunidade de rebanho. Por isso, não se interessaram em comprar vacina”, disse o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), ao podcast Café da Manhã. “Não é incompetência, é proposital” – Bruno Boghossian

Vacinação. Relação custo/benefício de 180 por um

“Em “Uma Proposta para Acabar com a Pandemia da Covid-19”, Ruchir Agarwal e Gita Gopinath, do Fundo Monetário Internacional (FMI), destacam tanto a oportunidade quanto os benefícios que podem ser obtidos caso ela seja aproveitada.

O plano que sugerem é o de vacinar pelo menos 40% da população de todos os países do planeta até o final de 2021, e pelo menos 60% até 2022, e criar sistemas que permitam exames e rastreamento generalizado dos contágios.

O estudo estima os benefícios econômicos cumulativos desse esforço em US$ 9 trilhões (US$ 1,15 mil por pessoa), ante um custo de US$ 50 bilhões — uma relação custo/benefício de 180 por um. Deve ser um dos investimentos de maior retorno já propostos” – Martin Wolf, comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Crise de saúde e desastre econômico

“A pandemia é, acima de tudo, uma crise de saúde. Mas também é um desastre econômico. O estudo tem razão em insistir em que “a política quanto à pandemia é também política econômica, porque não haverá fim duradouro para a crise econômica sem um fim para a crise de saúde” – Martin Wolf, comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Insensatez

“É insensatez gastar trilhões de dólares em medidas de apoio relacionadas à pandemia dentro de um pais e deixar de gastar algumas poucas dezenas de bilhões de dólares para pôr fim à pandemia em todo o mundo o mais rápido possível” – Martin Wolf, comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Licenciamento voluntário e transferência de tecnologia

“É preciso firmar contratos para um trilhão adicional de doses de vacina até o primeiro semestre de 2022. Isso requereria verbas adicionais de US$ 8 bilhões. Também seriam precisos esforços adicionais para encorajar o licenciamento voluntário e a transferência internacional de tecnologia. Além disso, é essencial criar um sistema mundial de vigilância genômica e modificação de vacinas, caso necessário. Outro componente essencial é transparência quanto a todas as encomendas de vacina e as cadeias de suprimento que devem entregá-las” – Martin Wolf, comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Vivemos uma guerra mundial

“Se verdades evidentes como essas não influenciarem os governos das democracias de alta renda, que eles ao menos considerem a geopolítica. Por quantias modestas, eles têm a capacidade de aliviar o sofrimento de bilhões de pessoas que vivem em países vulneráveis, e assim provar que se importam e que são competentes.

Podem fazer o bem, e com isso parecer bons. Caso não mostrem a urgência necessária em gastar essas quantias triviais, a posteridade vai querer saber o que diabos eles estavam pensando. Vivemos uma guerra mundial. Os governos dos países ricos precisam agir para vencê-la já” – Martin Wolf, comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics – Portal Uol, 26-05-2021.

 

“Não é incompetência, é proposital”

“A cúpula da CPI da Covid já está convencida de que o governo poderia ter evitado mortes. “Está provado que eles apostaram no tratamento precoce e na imunidade de rebanho. Por isso, não se interessaram em comprar vacina”, disse o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), ao podcast Café da Manhã. “Não é incompetência, é proposital” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

Vacinas. Atraso e falta de planejamento

“Deve haver vacinas para todo mundo, talvez até o final do ano, ao menos na projeção da Airfinity. Pelo cronograma oficial do governo brasileiro, haveria vacinas disponíveis para vacinar toda a população adulta até o final de setembro (mas a vacinação na prática estaria completa lá por dezembro). Quase tão ruim quanto o atraso é a falta de planejamento e convencimento do que fazer até lá” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

Invasões bárbaras

“Sem cuidado, vamos morrer ainda aos montes e corremos o risco de inventarmos um bicho que drible a vacina. O mundo rico vai se vacinar antes, claro, mesmo com a grande e inacreditável lerdeza da União Europeia. Mas não estarão imunes a novas invasões bárbaras do vírus do resto do mundo” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

Imunização do Pobristão

“O que vão fazer os países ricos? Fechar fronteiras para países contaminados. Por ora, há apenas conversas iniciais para que se invente um esquema para acelerar a imunização do Pobristão, o resto do mundo. Mesmo que a ajuda chegue, vai demorar. No nosso caso, não teremos ajuda e vamos chegar tarde à vacinação completa” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

País contaminado, repelente com portas fechadas no centro do mundo

“Resumo da ópera: 1) não temos esquema para conter o morticínio antes da vacinação; 2) dada essa circulação do vírus, podemos criar variante nova ou piorar variantes importadas; 3) a vacinação aqui progride, mas atrasada; 4) seremos, pois, um país contaminado, repelente, provavelmente com portas fechadas no centro do mundo. Por causa da doença e por causa do governo repulsivo” – Vinicius Torres Freire, jornalista – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

Agravamento da pandemia e atividade econômica

“Parece fora da realidade imaginar uma retomada consistente da economia. A curto e mesmo médio prazos, o mais provável, com a extensão do prazo de imunização da população e a baixa adesão aos protocolos de segurança sanitária, é a proliferação de variantes mais agressivas de covid-19 e o consequente agravamento da pandemia, não a recuperação da atividade econômica” – José Paulo Kupfer, jornalista – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Foco no governo federal

“No momento em que uma terceira onda é iminente, a CPI deveria manter o seu o foco no governo federal. Apesar da controvérsia jurídica, faz sentido político o requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para convocar o presidente da República. Talvez transformar a convocação em convite possa ser uma saída jurídica e política. Não há dúvida de que o presidente merece ser questionado por suas ações e omissões.

A CPI já obteve provas de crimes comuns e de responsabilidade cometidos por Bolsonaro. Nesse contexto, será importante ouvir o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, o empresário Carlos Wizard e o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub” – Kennedy Alencar, jornalista – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Tragédia agravada

“A CPI deve manter o foco no genocida, porque ele ainda pode turbinar a terceira onda de covid no Brasil com o seu comportamento público irresponsável e negacionista. O número de infecções voltou a crescer no país. A vacinação continua a conta-gotas. A tragédia só se agrava. Não é hora de perder tempo com governadores” – Kennedy Alencar, jornalista – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Fenda no sistema de blindagem

“Bolsonaro construiu um sistema de blindagem em três camadas.

  • Para anestesiar investigações, colocou Anderson Torres, um amigo da família, no Ministério da Justiça, de cujo organograma pende a Polícia Federal.
  • Para inibir a procura, entregou a poltrona de procurador-geral a Augusto Aras.
  • Para manter uma centena de pedidos de impeachment na gaveta, apostou cargos e verbas na eleição do réu Arthur Lira à presidência da Câmara.

De repente, o enrosco criminal que enreda o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) num caso de corrupção e lavagem de dinheiro transformou uma suposta blindagem invulnerável numa casamata de vidro” – Josias de Souza, jornalista – Portal Uol, 26-05-2021.

 

Jacarezinho. Do quilombo ao cativeiro social

“Está na hora de dizer basta! Não podemos mais falhar em modificar a perspectiva racista que vem perpetuando as tragédias sociais nesta localidade. Temos um pacto social pendente. O Rio de Janeiro não será bom para ninguém enquanto no Jacarezinho o único braço do poder público presente for a tropa de elite da polícia” – Thais Ferreira, vereadora no Rio de Janeiro pelo PSOL – Folha de S. Paulo, 26-05-2021.

 

Por falta de celular e internet, mais pobres ficaram sem auxílio, diz FGV

“A dificuldade de acesso a celular e internet de qualidade foi uma barreira que prejudicou principalmente os mais pobres no cadastro do auxílio emergencial, aponta estudo da FGV. Segundo um levantamento do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (FGVcemif), queixas relacionadas à exclusão digital são mais frequentes entre as classes D e E.

Pessoas que tentaram sem sucesso receber o auxílio emergencial em 2020 alegaram barreiras tecnológicas (como falta de celular, limitação da internet e falta de memória no celular) e a dificuldade em baixar ou utilizar o aplicativo da Caixa. Quanto mais pobre, maior a porcentagem dessas queixas” – Felipe Andretta, jornalista – Portal Uol, 27-05-2021.

 

Inclusão digital e financeira

“Necessidade de inclusão digital e financeira Lauro Gonzalez, coordenador do FGVcemif, afirma que 1 em cada 4 brasileiros ainda não utiliza a internet —proporção que representa aproximadamente 47 milhões de pessoas. A maior parte está nas classes D e E. “Isso acaba sendo um problema, já que as pessoas dessas classes são justamente aquelas que estão em maior condição de vulnerabilidade social e precisam de políticas de transferência de renda.”

O pesquisador diz ainda que o acesso a celular e internet não garante que a pessoa esteja integrada. “É preciso ir mais a fundo nos conceitos de inclusão digital e financeira. Interessa a qualidade do uso e do acesso” – Felipe Andretta, jornalista – Portal Uol, 27-05-2021.

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