Igreja católica na tríplice fronteira amazônica pede combate ao tráfico humano

Comunicado da Igreja Católica presente no Brasil, Colômbia e Peru foi emitido por ocasião do Dia Mundial contra o Tráfico Humano recordado nesta terça-feira, 30
Dia Mundial contra o tráfico de seres humanos

 

Jane Nogara – Vatican News – 30/07/2019

Dia Mundial contra o tráfico de seres humanos / ©artit – stock.adobe.com

“Rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e é explorada”: apelo no comunicado à opinião pública da Igreja Católica na tríplice Fronteira Amazônica: Brasil, Colômbia, Peru.

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas, com a Resolução A/RES/68/192 de 2013, proclamou o dia 30 de julho como Dia Mundial contra o Tráfico de seres humanos.

Na América do Sul, as regiões fronteiriças apresentam problemas especiais.
  • Juntamente com outros tipos de tráfico,
  • especialmente armas e drogas,
  • o tráfico de pessoas é um dos fenômenos que mais aparece.

Essa realidade está muito presente na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, região banhada pelo rio Amazonas, que não separa, mas une seus povos.

Dentro deste contexto a Igreja Católica presente na tríplice Fronteira Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru) emitiu um comunicado no qual manifesta

“solidariedade, apoio e compromisso para com os irmãos e irmãs indígenas, ribeirinhos, mestiços e demais habitantes das fronteiras vítimas do tráfico de pessoas e tráfico de migrantes”.

Vida em abundância

A Igreja Católica presente nos três países sul-americanos

“preocupada pela difícil e complexa dinâmica do territórios”

publicou um comunicado, no qual especifica suas razões e auspícios. Inicialmente recorda que fiel ao Evangelho

“Cristo veio até nós para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10, 10), rezaremos sempre pela vida e a paz”.

Porém estes ensinamentos são contrários à realidade do ser humano que é submetido a múltiplas violências e tratado e visto como mercadoria.

Por isso, continuam

“Rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e seja explorada”, escreveu a Igreja.

Escravidão moderna

Em seguida recorda as palavras do Papa Francisco

“Desejo chamar todos a comprometerem-se para que esta chaga aberrante, esta forma de escravidão moderna, seja adequadamente contrastada”.

Para isso pede o comprometimento da

“sociedade civil, autoridades, instituições e organizações” para “lutarem juntos contra este flagelo que se encarna nas nossas comunidades e populações mais vulneráveis”.

O Pacto assinado em dezembro de 2018

O documento assinado pelas três realidades católicas segue recordando do Pacto assinado em dezembro de 2018 pelas autoridades da Colômbia, Brasil e Peru na Tríplice Fronteira para o combate do tráfico de pessoas. O compromisso tem como objetivo:

“ampliar o diálogo e aprimorar a atuação conjunta no sentido de fortalecer

  • a prevenção,
  • a assistência às vítimas
  • e o combate ao tráfico de pessoas
  • e à exploração sexual de crianças, adolescentes e mulheres

na tríplice fronteira”.

Em seguida o documento afirma que

“espera que estes compromissos sejam efetivos, oportunos e proféticos para a erradicação e/ou diminuição dos casos de tráfico de pessoas na região”.

E solicita

  • boas práticas de migração,
  • acompanhamento das vítimas
  • e políticas adequadas de trabalho.

Não à indiferença

Outras importantes palavras do Papa Francisco foram recordadas: “Levantemos o véu

Outras importantes palavras do Papa Francisco foram recordadas:

“Levantemos o véu da indiferença que pesa sobre o destino daqueles que sofrem. Ninguém pode lavar as mãos diante da trágica realidade das escravidões de hoje”.

O texto reitera que

“a justiça e o acompanhamento sejam garantes do início da inclusão e restabelecimento dos direitos dos que sofreram”.

O comunicado conclui com a invocação de apoio total à este grave problema:

“desde a prevenção, acompanhamento das vítimas de abuso e violência sexual assim como a promoção dos Direitos dos meninos e meninas, adolescentes, jovens, mulheres e homens enganados e submetidos à compra e venda de suas dignidades e liberdade”.

“Convido todos, juntamente com o Papa Francisco, à rejeitar toda a forma de violência e violação dos Direitos dos habitantes da majestosa Amazônia para seguir anunciando o Evangelho”.

O documento é assinado pelos bispos

Dom José Trevieso, Bispo de San José de Amazonas, Peru;

Dom Adolfo Zon Pereira, Bispo da Diocese do Alto Solimões, Brasil

e Dom José de Jesus Quintero Días, Bispo do Vicariato de Letícia, Colômbia.

 

Jane Nogara – Vatican News

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-07/igreja-amazonia-brasil-peru-colombia.html

 

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Vida em abundância

A Igreja Católica presente nos três países sul-americanos “preocupada pela difícil e complexa dinâmica do territórios” publicou um comunicado, no qual especifica suas razões e auspícios.

Inicialmente recorda que fiel ao Evangelho “Cristo veio até nós para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10, 10), rezaremos sempre pela vida e a paz”. Porém estes ensinamentos são contrários à realidade do ser humano que é submetido a múltiplas violências e tratado e visto como mercadoria. Por isso, continuam, “rejeitamos de maneira clara e determinada toda a forma de violência na qual a vida têm um preço e seja explorada”.

Escravidão moderna

Em seguida recorda as palavras do Papa Francisco “Desejo chamar todos a comprometerem-se para que esta chaga aberrante, esta forma de escravidão moderna, seja adequadamente contrastada”. Para isso pede o comprometimento da “sociedade civil, autoridades, instituições e organizações” para “lutarem juntos contra este flagelo que se encarna nas nossas comunidades e populações mais vulneráveis”.

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