O Sínodo vai acabar, mas não é um ponto final

46

Os círculos menores terminaram o seu trabalho e agora a comissão começa a redigir o documento conclusivo. O intenso trabalho do Sínodo dos Bispos está terminando. Apresentadas as sugestões dos círculos menores para a última parte do Instrumentum Laboris, a comissão para a elaboração do documento final já começou o seu trabalho.

Na coletiva de imprensa de ontem, quarta-feira, o cardeal disse que o sínodo vai acabar, mas que não será o fim já que o Sínodo abre o caminho para o Santo Padre para que ele faça o que considerar mais oportuno para a Igreja. Analisando alguns temas que surgiram neste tempo de debate, o prelado advertiu que toda ideologia que está tentando fazer do gênero uma escolha individual não terá aceitação da Igreja. Da mesma forma garantiu que no Sínodo falou-se que em todo o mundo matrimônio e família são importantes e precisamos acompanhar e fortalecer as famílias.

Já o cardeal uruguaio, Daniel Sturla, observou que nos dias de hoje pode aprender muito de figuras maravilhosas da Igreja, cuja contribuição é fundamental. Sobre os círculos menores, explicou que “viveu-se a diversidade de opiniões com sentido de irmandade, fraternidade e unidade”. Mas, “nos grandes estamos todos pensando da mesma forma. Também quis destacar “o sentido de unidade dado pela figura do Papa”. O prelado recordou que a Igreja é convidada a acompanhar, a estar próximo, abrir portas. “Não pode ser um clube de perfeitos, mas um povo de Deus que caminha”, observou.

O Sínodo precisa encontrar uma sinergia, juntando as experiências e as esperanças em todo o mundo, explicou o bispo irlandês. Também destacou que o matrimônio é uma verdadeira vocação. E como queremos uma visão clara da vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa – acrescentou – por isso temos que falar da família.

Durante o tempo dedicado a responder às perguntas dos repórteres, o cardeal alemão, Reinhard Marx, declarou que o Sínodo não é um concílio: “não tem a capacidade de realizar um documento magisterial. É um órgão consultivo do Papa, ao qual oferece propostas”. E lembrou que “nós não mudamos a verdade, mas encontramos uma verdade maior. A verdade é uma Pessoa com quem nos encontramos”. O arcebispo garantiu que “se a pastoral não nos ajuda a aprofundar e dar forma à nossa compreensão da doutrina da Igreja, nos tornamos distante”.

Autor: Lancho García

Fonte: www.zenit.org

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>