Em referendo, Grécia diz NÃO aos credores

 Milhares de gregos saem às ruas para comemorar vitória do não

Milhares de gregos saem às ruas para comemorar vitória do não 

Em referendo neste domingo (5), a maioria esmagadora dos eleitores gregos decidiu pelo “não” às exigências dos credores do país para pagar sua dívida, de acordo os resultados da apuração. Com 80% dos votos apurados, o “não” tinha 61,56% dos votos. A votação ocorreu sem incidentes. 

Marko Djurica/Reuters

 5 de julho de 2015 – 17h30

Manifestantes lotaram o centro da cidade carregando milhares de bandeiras gregas. Nas avenidas próximas à praça Syntagma, no centro da capital, ouviam-se buzinas de automóveis em sinal de apoio ao resultado – a vitória do não no referendo.

Também havia festejos perto da Universidade. Ao redor da praça Syntagma os manifestantes gritavam “Oxi, oxi” (não, não), alguns cantavam e outros dançavam.

Pouco depois do final da votação, o porta-voz do governo grego, Gavriil Sakellaridis afirmou que o governo quer retomar as negociações com os credores gregos imediatamente. “As negociações que vamos começar devem ser concluídas muito rapidamente, mesmo em 48 horas”, afirmou.

O ministro de Estado grego, Nikos Pappas, disse que o acordo com os credores será melhor com a vitória do não no referendo e assegurou que os bancos vão ter liquidez. “O acordo será melhor com a vitória do não, será uma mensagem mundial”, disse Pappas à televisão privada Alpha.

O grupo de trabalho do Eurogrupo, instância que prepara reuniões de ministros das Finanças da zona do euro, deve se reunir  nesta segunda-feira (6) para analisar o resultado do referendo.

Os eleitores gregos rejeitaram as propostas dos credores internacionais – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Em pronunciamento à nação logo após os resultados, o primeiro-ministro Alexis Tsipras afirmou que “a democracia não pode ser submetida a chantagens, é um valor dominante”. Dirigindo-se ao povo disse que este fez uma “escolha corajosa”.

Tsipras considera que não há soluções fáceis, mas pode haver soluções justas se os dois lados quiserem. O primeiro-ministro grego diz ter agora um mandato reforçado para alcançar essa solução viável. “Hoje, celebramos uma vitória da democracia e amanhã, juntos, vamos continuar um esforço nacional para sair desta crise acreditando no poder das pessoas”.

 

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=266813

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