Acordo sobre o governo de unidade nacional.  O Sudão do Sul vira  a página

 

 

Salva Kiir  e Riek Machar   Il Sismografo – 24/02/2020

O porta-voz do serviço de ação externa da UE – o escritório do Alto Representante Josep Borrell –  afirma numa nota que “há  grandes desafios a serem enfrentados, em particular, as disposições transitórias em matéria de  segurança que ainda estão em fase inicial e precisam de uma nova orientação». Entre os novos objetivos estão agora as eleições a serem realizadas dentro de três anos.

 

Etapa crucial no Sudão do Sul após seis anos de guerra civil. O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, anunciou que chegou a um acordo para a formação de um governo transitório de unidade nacional, com o principal líder da oposição, Riek Machar, nomeado primeiro vice-presidente.

“Formámos o governo de transição do Sudão do Sul para acabar com os sofrimentos do nosso povo”,  

disse Kiir, saudando o “fim oficial da guerra” e afirmando que a paz agora é “irreversível”.

 «Não levaremos de novo o país à guerra. Chega »,

ecoou Machar, que ocupou o cargo de primeiro vice-presidente até o início do conflito, em dezembro de 2013.

 

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O governo foi formado pouco antes do término do último prazo – 22 de fevereiro – para alcançar o acordo, prazo estabelecido no ano passado pelas Nações Unidas, pelos Estados Unidos e por vários países da África Oriental.

O acordo faz parte do plano de paz – alcançado em setembro de 2018 – visando pôr fim à sangrenta guerra civil que atormentou  o país. Anteriormente, no entanto,

  • houve dois passos em falso devido à falta de acordo sobre questões cruciais,
  • como a formação de um exército unificado
  • e a criação de uma força de proteção para garantir a segurança de Machar.

Neste contexto foi importante o papel desempenhado pela Comunidade de Santo Egídio. Na cerimônia de instalação  do novo governo,

  • Kiir agradeceu  à Santo Egidio – presente com uma delegação –
  • pela iniciativa de diálogo e elogiou a negociação realizada em Roma,
  • que permitiu a inclusão das forças de oposição que até agora não tinham aderido ao processo de paz,
  • em particular os líderes do Ssoma, Thomas Cirillo, Paul Malong e Pagan Amun.

 “Quero congratular-me com eles por terem assinado em |Roma o acordo para a cessação das hostilidades – disse o presidente – e faço votos para que eles avancem rapidamente nas negociações com a delegação do governo liderada por Barnaba Marial Benjamin”. 

“Todos nós – acrescentou – devemos aproveitar este momento para trazer nova vida ao nosso país através da paz, da reconciliação e do perdão”.
“A formação do governo de transição de unidade nacional no Sudão do Sul é um grande passo adiante no caminho da paz, da estabilidade e do desenvolvimento no país”,

disse no Twitter o presidente do Conselho Europeu,  Charles Michel.

O porta-voz do serviço de ação externa da UE – o escritório do Alto Representante Josep Borrell –  afirma numa nota que

“há  grandes desafios a serem enfrentados, em particular, as disposições transitórias em matéria de  segurança que ainda estão em fase inicial e precisam de uma nova orientação».

Entre os novos objetivos estão agora as eleições a serem realizadas dentro de três anos.

Il Sismografo

Fonte: http://www.osservatoreromano.va/it/news/il-sud-sudan-volta-pagina

 

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