Trump ataca testemunha durante inquérito de impeachment. “É muito intimidador”

É”muito intimidador”, classifica Marie Yovanovitch, a​​​​ ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, sobre o ataque de que foi alvo por parte do presidente dos EUA enquanto testemunha esta sexta-feira no Congresso, no âmbito do processo de destituição (impeachment) de Donald Trump.

“Em todos os lugares  por onde passou Marie Yovanovitch correu mal. Começou mal na Somália, em que deu? A seguir na Ucrânia, onde o novo Presidente Ucraniano falou mal dela no meu segundo telefonema para ele”. è um direitop absoluto do Presidente dos US indicar embaixadores.

escreveu o presidente dos EUA no Twitter.

Aliás, Eric Swalwell, democrata e membro da Comissão de Serviços Secretos disse aos jornalistas que o ataque de Trump a Yovanovitch no Twitter poderá representar um novo artigo acusatório no processo de destituição do presidente norte-americano. A justificação: obstrução através de intimidação.

“Pessoas inocentes não fazem isto”, defendeu Swalwell.

Diplomata diz-se vítima de campanha difamatória de Trump que a afastou do cargo

Outra leitura tem o republicano Jim Jordan, que afirmou que

Marie Yovanovitch afirmou que o presidente contou com a ajuda de ucranianos, contratados por Rudolph Giuliani, advogado pessoal de Trump, na campanha difamatória de que foi alvo.

No Congresso, a ex-embaixadora

  • mostrou-se também alarmada
  • por o Departamento de Estado, a que está ligada,
  • não a ter protegido destes ataques perpetrados pelo advogado pessoal do presidente, dizendo que a sua instituição está “em crise”.

Donald Trump é acusado de abuso de poder no exercício do cargo,

  • por ter pressionado o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky,
  • a investigar alegadas atividades corruptas junto de uma empresa ucraniana de um filho de Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e principal adversário de Trump nas eleições presidenciais 2020.

Marie Yovanovitch considera que Rudolph Giuliani

  • orquestrou uma campanha para justificar a sua remoção do cargo de embaixadora na Ucrânia,
  • para evitar que ela obstaculizasse este plano paralelo à diplomacia norte-americana.

A ex-embaixadora diz-se chocada pela falta de atitude crítica do Departamento de Estado, perante este cenário.

“O Departamento de Estado está a ser esvaziado, num momento complexo do cenário mundial”, denunciou a Yovanovitch.

A primeira conversa telefónica entre Trump e o presidente ucraniano

Minutos antes do depoimento da ex-embaixadora, o representante Republicano Devin Nunes leu em voz alta um memorando divulgado pela Casa Branca, que resume a primeira conversa telefónica entre Trump e o Presidente ucraniano.

Segundo esse documento, a conversa teve lugar em abril – três meses antes do telefonema que espoletou o inquérito para destituição, em que Trump terá pedido ajuda a Zelensky para investigar a família de Joe Biden — e consta essencialmente de elogios e palavras de parabéns pela recente eleição do presidente ucraniano.

Devin Nunes disse que este memorando prova que Donald Trump nunca quis pressionar o presidente da Ucrânia e que nada de errado pode ser encontrado nas conversas entre os dois líderes, muito menos que justifique o inquérito para destituição.

 

DN com Lusa.

Fonte: https://www.dn.pt/mundo/trump-ataca-testemunha-durante-inquerito-de-impeachment-e-muito-intimidador-11519677.html

 

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