Faleceu em Salvador Manoel Carlos Formigli

De Salvador, Almir Simões nos comunica o falecimento, ontem à tarde (07/06/2019), em Salvador, nosso colega, irmão e amigo Manoel Carlos Formigli Sousa. Será cremado hoje, no Jardim da Saudade, após missa de corpo presente celebrada por seus alunos de Amargosa Dom João Nilton, Pe. José Raimundo e Pe. Nélson.

Passou por uma cirurgia de uma lesão nos intestinos, teve alta, mas seu estado se complicou, voltou ao hospital e não resistiu a uma septicemia.

Nasceu em Maracás, BA, em 1932, Formou-se em Filosofia no Seminário Central de Salvador e em Teologia na Universidade Gregoriana em Roma, onde foi colega de nosso irmão e amigo Gilberto Gonzaga (Giba). Foi ordenado em 1957 e exerceu o ministério sacerdotal na Diocese de Amargosa (BA), de 1957 a 1970. Foi Reitor do Seminário de Amargosa.  

Decepcionado com a “política eclesiástica” de Dom Eugênio Salles, Manoel Carlos foi fazer Pós-graduação em Ciências Humanas e Sociais de 1970 a 1972, em Lille, na França. Lá conheceu Maria Amélia com quem casou pouco depois e se estabeleceram em Salvador.

Trabalhou em vários órgãos públicos da Bahia e dedicou-se muito ao Lions Clube. Dirigiu por 16 anos a FUNDAC: Fundação da Criança e do Adolescente.

Que o Pai o tenha em bom lugar e console a viúva Maria Amélia e toda a Família neste momento difícil de separação.

João Tavares  – Setor de comunicação do MFPC

1 comment to Faleceu em Salvador Manoel Carlos Formigli

  • Almir Simões

    Formigli era muito bem relacionado e tinha uma liderança nata muito forte. Apenas algumas curiosidades. Ao voltar de Roma foi Reitor e professor do Seminário. Quando D. Florêncio faleceu foi vigário capitular de Amargosa e muito cotado para ser o bispo sucessor. Neste período ele quis fazer uma experiência com os seminaristas maiores da diocese que iriam estudar em Salvador, colocando-os para morar num apartamento e viver engajados na comunidade. Conversou com D. Eugênio Sales que reprovou a ideia. Ele então tinha sido colega em Roma do Pe. Arnaldo, reitor do Seminário Maior de BH, falou com ele e com o arcebispo D. João Rezende Costa que tinha sido bispo de Ilhéus, e ambos aprovaram a ideia. Ele tirou os alunos que iriam para Salvador e enviou para BH. Em off dizem que D. Eugênio foi uma pedra no caminho do seu episcopado. Ele, muito meu amigo, nunca comentou sobre isto. Uma vez eu falei e ele deu risada e desconversou. Isto ganhou ares de verdade porque quem foi sagrado bispo para Amargosa foi D. Alair de Natal, terra de D. Eugênio, onde foi administrador apostólico antes de vir para Salvador. Com a chegada de D. Alair e uma certa apreensão do clero pego de surpresa, Formigli foi para França e lá conheceu Maria Amélia. Uma coisa interessante na vida de Formigli é que ele foi Diretor da Escola da CHESF, em Paulo Afonso, por 18 anos e Diretor Geral da FUNDAC por 16 anos. Em governos de partidos diferentes ele era mantido pela competência. Nos 4 últimos anos da FUNDAC, de 2004 a 2007, eu fui o seu Assessor Especial. Ao deixar a FUNDAC, trabalhou na Coordenação Nacional dos Adolescentes Autores de Atos Infracionais, na Secretaria de Direitos Humanos, na época ligada diretamente a Presidência da República -Governo Dilma- durante dois anos. Pediu demissão. Era extenuante. Com idade avançada, viajava pelo Brasil inteiro. Vinha a Salvador de 15 em 15 dias. E começou a ter os primeiros problemas cardíacos. Como padre casado, além da Fundação do Lions Clube de Paulo Afonso e Amargosa, fundou também o GRUPO ELO para agregar os ex-seminaristas de Amargosa , quase todos seus ex-alunos. Muito amigo de Formigli e quiçá seu ex-aluno é D. Esmeraldo, bispo auxiliar de São Luís.

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