Assim no Brasil como nos Estados Unidos

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Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 13/02/2019 . Imagem: Um país assim não tem como ser respeitado / Carcará

… é assim nos Estados Unidos da América!… Os cidadãos têm o direito de se armar para se defenderem!… Que o digam os filmes de “bang-bang” desde os tempos da conquista do oeste! Ou a tragédia levada ao cinema sobre os “Tiros em Columbine”.

Se o acesso às armas é livre no país de Mr. Donald Trump, por que não pode ser também em território brasileiro?

É verdade que por lá, vez por outra, algum adolescente ou jovem doente ou desvairado, arma em punho, entra em determinada escola e pratica o tiro ao alvo, deixando um rastro macabro de sangue, alguns cadáveres e outros tantos feridos. 

 

“… Assim no Brasil como nos Estados Unidos”, reza o Pai Nosso do novo governo.

  • Ainda está quente o sangue dos adolescentes brutalmente assassinados na escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo. Sangram igualmente as feridas abertas em outros alunos e alunas que tiveram de correr para o hospital mais próximo.
  • Sangram, ainda, as feridas invisíveis, mas indeléveis, de outros alunos, professores e familiares dos estudantes.
  • E sangram, por fim, os corações de todas as famílias que têm filhos nas escolas.

Tudo isso, entretanto, segundo os representantes do Palácio do Planalto, não impedirá às autoridades governamentais de levar adiante o projeto que facilita a posse e o uso de armas no Brasil. Nada disso: nenhum passo atrás!

“Se um dos professores estivesse armado, talvez pudesse defender a classe e evitar o pior”,

chegou a admitir uma voz altamente qualificada.

  • Pode-se imaginar o que poderia ocorrer caso professores e alunos pudessem entrar armados em sala de aula?!…
  • Certamente não faltariam tragédias a partir de uma simples discórdia, de uma nota negativa, de um conflito ou de um mal-entendido.

Mas é assim nos Estados Unidos da América!... Os cidadãos têm o direito de se armar para se defenderem!… Que o digam os filmes de “bang-bang” desde os tempos da conquista do oeste! Ou a tragédia levada ao cinema sobre os “Tiros em Columbine”.

 

Às 10:42, um adolescente de 17 anos abre fogo na sua escola em Suzano – SP. Foto: Daqui:

 

Se o acesso às armas é livre no país de Mr. Donald Trump, por que não pode ser também em território brasileiro? É verdade que por lá, vez por outra, algum adolescente ou jovem doente ou desvairado, arma em punho, entra em determinada escola e pratica o tiro ao alvo, deixando um rastro macabro de sangue, alguns cadáveres e outros tantos feridos.

  • Será esse o preço a pagar para que um punhado de pessoas tenham o direito de defesa?
  • Ou não será, antes, a consequência fatal de colocar mais armas em poder da população?

Há, porém, algumas perguntas mais sérias e profundas, e que não podem e não devem ficar silenciadas.

  • Quem perde e quem ganha com a produção em massa de armas?
  • Onde estão localizadas as maiores fábricas da indústria bélica?
  • Quais os países que mais produzem, mais vendem e mais incentivam o uso de armas no mundo?
  • Aprovado o direito de comprar e portar arma, onde vão parar as armas que o cidadão comum adquire?
  • Uma casa ou uma família torna-se mais segura com a posse de uma arma?
  • Diante de uma invasão da propriedade privada ou de um assalto, a arma serve mesmo de defesa?
  • Uma escola elementar estará mais protegida com professores armados?
  • A arma, no fundo, representa possibilidade de proteção ou risco de morte? E o ditado popular de que “violência chama violência”?

 

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De novo o Brasil reduzido a quintal dos Estados Unidos? Blog do Esmael

 

Mais grave, ainda, é reduzir uma política de segurança pública à possibilidade de cada cidadão comprar e possuir uma arma.

Transfere-se para a população um dos deveres do Estado, o de oferecer a devida segurança.

Seja como for, parece que, em política, a moda agora é seguir de perto os passos do presidente dos Estados Unidos!…

O que vale

  • para a defesa acalorada de leis anti-migratórias,
  • para o uso das redes sociais como palanque na campanha eleitoral e no governo,
  • para o voluntarismo personalista que se coloca acima das instituições,
  • para um tipo de nacionalismo populista de extrema direita,

e assim por diante.

É o que vêm fazendo algumas figuras do cenário internacional.

O massacre em Suzano foi perpetrado por Luiz Henrique de Castro, 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, de apenas 17 anos. Respectivamente, um jovem e um adolescente. O direito de ambos em poder manipular armas corresponde à morte trágica de ao menos 8 alunos e alunas. Uma vez mais, a tragédia imita uma prática bastante repetida nos Estados Unidos!… Lá e aqui, os protagonistas, além de jovens e portadores de qualquer tipo de patologia, costumam ter fácil acesso a armas poderosas e letais.

 

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2019

 

Fonte:  https://espacoacademico.wordpress.com/2019/03/13/assim-no-brasil-como-nos-estados-unidos/

 

 

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