Os líderes dos bispos contra os escândalos: a verdade a partir do vértice

Alberto Melloni

Foto: Vatican-News

Tradução Tradução: Orlando Almeida,  Goiânia – GO

A crise que tem atormentado a igreja não é uma crise do clero, mas o resultado do comportamento de bispos primeiro impotentes e depois iludidos, achando que bastaria repetir frases como “tolerância zero” e “vergonha” para curar uma ferida que não se podia remediar concentrando os processos em Roma, mas sim libertando-se  do demônio do clericalismo e da heresia de uma “honra” ‘igrejista’, que não existe no cristianismo.

O risco de que essa assembleia se concentre em dispositivos legais é grande.

 

 

Serão realizados em 2019 dois encontros que marcarão a  que marcarão a história do papado de Francisco e do catolicismo romano do século XXI.

O primeiro encontro será a reunião dos presidentes das conferências episcopais no final de fevereiro, sobre a pedofilia no clero.

Esta assembleia exprime

  • uma sinodalidade a partir de baixo (com exceção da Itália, os presidentes das conferências episcopais são eleitos)
  • e uma autoridade única. Necessária para quebrar um feitiço.

A crise que tem atormentado a igreja

  • não é uma crise do clero,
  • mas o resultado do comportamento de bispos primeiro impotentes e depois iludidos,
  • achando que bastaria repetir frases como “tolerância zero” e “vergonha” para curar uma ferida
  • que não se podia remediar concentrando os processos em Roma,
  • mas sim libertando-se  do demônio do clericalismo e da heresia de uma “honra” ‘igrejista’, que não existe no cristianismo.

O risco de que essa assembleia se concentre em dispositivos legais é grande.

 

O papa Francisco indicou recentemente um caminho, que é o único compatível com a justiça necessária e o perdão:

  • entregar sem hesitação os culpados e os suspeitos à justiça civil,
  • cuidar das suas vítimas.

Se os bispos seguirem este caminho, a crise acabará. Se se perderem na busca da repressão “católica” de um crime enorme, a crise se tornará a arma a ser usada antes, durante e após o conclave de ‘doismilseilaquando’.

O segundo encontro é o sínodo da Amazônia convocado para Roma em outubro.

 

  • A desoladora esperteza dos grandes episcopados,
  • a covardia dos teólogos carentes de valorização hierárquica
  • e os estrategistas dos movimentos eclesiais

fizeram com que

  • diante do declínio quantitativo e qualitativo do clero (que já dura quase dois séculos)
  • todos fingissem não saber de nada.

Por isso caberá aos bispos da Amazônia dizer que a Eucaristia, que é o centro  da vida cristã, é mais importante que o celibato: e serão eles que irão pedir e obter que

  • os sacerdotes sejam  escolhidos não só entre aqueles que têm vocação celibatária,
  • que talvez devesse  ser testada por um tempo mais longo,
  • mas também entre aqueles que têm vocação conjugal.

 

 

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Alberto Melloni

 

Fonte:https://ilsismografo.blogspot.com/2018/12/vaticano-i-capi-dei-vescovi-contro-gli.html

 

 

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