Se não tivesse sido pela auto-organização da sociedade civil nos últimos dez dias destas eleições, aliás, não teria havido sequer um sobressalto cívico a favor da democracia.

  • É nesses brasileiros
  • que deram tudo por tudo para travar a caminhada do fascismo no Brasil
  • e, através do Brasil, nas grandes democracias do mundo,
  • que devemos pensar agora.

Eles foram uns heróis e merecem a solidariedade dos democratas dos outros países e regiões do mundo, a começar por Portugal e pela União Europeia. Não tenhamos dúvidas de que vão precisar dessa solidariedade (o facto de o consulado-geral de Portugal em São Paulo ter suspendido os pedidos de visto e nacionalidade até 1 de janeiro é um mau sinal político que precisa de ser corrigido). A partir desta derrota deveríamos constituir um movimento que funcione em rede pela defesa da democracia em todos os países de língua portuguesa.