EUA: Secretário de Estado, Mike Pompeo, vai promover reunião internacional sobre a liberdade religiosa no mundo

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS  – 4-6-2018

O Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo vai promover uma cimeira “ao mais alto nível” sobre a liberdade religiosa no mundo, colocando assim esta questão de direitos humanos no centro da agenda dos EUA.

Esta reunião, inédita, terá lugar em Washington nos dias 25 e 26 de Julho, e juntará diplomatas de diversos países que, tal como os Estados Unidos, defendem a liberdade religiosa como um direito fundamental e inalienável do ser humano.

 

“Não será um grupo de discussão”, disse Pompeo. O objectivo, esclareceu, é “agir”, pois trata-se de “um direito de todas as pessoas deste planeta”. É por isso – acrescentou – que os Estados Unidos estão “em solidariedade com todos aqueles que aspiram à liberdade de religião”.

Foi o próprio Secretário de Estado quem fez o anúncio desta cimeira durante o lançamento, na semana passada, do relatório da Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional de 2018.

Neste documento avalia-se o estado da liberdade religiosa em 200 países e territórios em todo o mundo durante o ano passado.

A principal conclusão é que essas condições “pioraram” e entre os abusos registados há casos de

  • genocídio,
  • escravidão,
  • violação,
  • prisão,
  • deslocamento forçado,
  • conversões forçadas,
  • destruição de propriedades
  • e proibição da educação religiosa para crianças.

A comissão recomendou que 16 países fossem reconhecidos pelo Departamento de Estado como países de “especial preocupação”, o que significa que participaram ou toleraram violações de liberdade religiosa “sistemáticas, contínuas e atrozes”.

Uma das consequências da inclusão de algum país nesta lista é a possibilidade de o Departamento de Estado dos EUA promover sanções de carácter comercial, financeiro ou político.

Em relação ao ano de 2017, a Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional reconheceu como países de “especial preocupação”

  • a Birmânia,
  • China,
  • Eritreia,
  • Irão,
  • Coreia do Norte,
  • Arábia Saudita,
  • Sudão,
  • Tajiquistão,
  • Turquemenistão
  • e Uzbequistão.

Além destes países, a Comissão dos Estados Unidos sublinhou ainda terem existido “violações da liberdade religiosa”em mais seis países:

  • Paquistão,
  • Rússia,
  • Síria,
  • Nigéria,
  • Vietname
  • e República Centro-Africana.

No relatório de 2018, a Comissão dos Estados Unidos reconheceu também outros 12 países com um nível secundário (menos grave) de violação da liberdade religiosa. Esses países são o

  • Afeganistão,
  • Azerbaijão,
  • Bahrein,
  • Cuba,
  • Egipto,
  • Índia,
  • Indonésia,
  • Iraque,
  • Cazaquistão,
  • Laos,
  • Malásia
  • e Turquia.

 

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Fonte: https://www.fundacao-ais.pt/noticias/detail/id/4935/

 

Nota da Redação:

Será que essa preocupação norte-americana é mesmo para defender o direito à liberdade religiosa no mundo? Ou é mais um pretexto para intervenção militar ou com sanções unilaterais em alguns dos países acusados? Como se de Deus tivesse tido o mandato de ser a polícia do mundo…

Por que é, então, que os USA, com sua geopolítica, criam tanta instabilidade no mundo se arrogando o direito de intervir onde , quando e como querem, desestabilizando países e regiões inteiras, como, por exemplo o Médio Oriente, a América Central e a América do Sul?

João Tavares – Editor

 

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