Cardeal alemão aprova cerimônias de “bênção” a casais homossexuais

Foto: ncregister.com

O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, afirmou que, para ele, os sacerdotes católicos podem realizar cerimônias de “bênção” a casais homossexuais.

A reportagem é de Anian Christoph Wimmer, publicada por ACI Prensa, 03-02-2018. A tradução é do Cepat.

Em declarações à rádio alemã Bavarian State Broadcasting, no dia 3 de fevereiro, o cardeal Marx disse que “não pode haver regras” sobre este tema. Ao invés disso, a decisão de se uma união homossexual deveria receber a bênção da Igreja deve estar nas mãos de “um sacerdote ou um agente de pastoral”, e deve ser realizada conforme cada caso. A entrevista ocorreu no marco do décimo aniversário do cardeal Marx como arcebispo de Munique e Frisinga, na Alemanha.

Ao Cardeal alemão foi perguntado: “Por que a Igreja nem sempre avança quando se trata de demandas, por parte de alguns católicos, sobre, por exemplo, a ordenação de diaconisas, a bênção a casais homossexuais ou a abolição do celibato (sacerdotal) obrigatório?”.

O Arcebispo de Munique e Frisinga apontou que, para ele, a pergunta importante que deve ser feita é sobre como “a Igreja pode enfrentar os desafios colocados pelas novas circunstâncias da vida hoje. Mas, também pelas novas perspectivas, é claro”, particularmente a respeito da atenção pastoral.

Ao descrever isto como uma “orientação fundamental” enfatizada pelo papa Francisco, o cardeal Marx pediu que a Igreja considere “a situação do indivíduo,… sua história de vida, sua biografia… suas relações” mais seriamente e o acompanhe.

Arcebispo alemão pediu recentemente um enfoque individual ao cuidado pastoral, que, conforme disse, não está sujeito a regularizações gerais e nem ao relativismo.

Esse “cuidado pastoral mais próximo” também deve ser aplicado aos homossexuais, disse o cardeal Marx na entrevista.

“E também é preciso estimular os sacerdotes e agentes de pastoral a dar ânimo às pessoas em situações concretas. Não vejo realmente nenhum problema aí”.

 

A forma litúrgica específica dessa bênção, ou outra forma de “alento”, é um tema bastante diferente, disse o Cardeal, e requer uma consideração mais cuidadosa.

Consultado se realmente estava dizendo que “seria possível imaginar uma forma de abençoar casais homossexuais na Igreja Católica”,Cardeal respondeu que “sim”, acrescentando que, no entanto, não poderiam ser “soluções gerais”.

“Trata-se do cuidado pastoral a casos individuais, e isso aplica em outras áreas também, que não podemos regularizar, onde não temos um conjunto de regras”, destacou.

Para o Presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, a decisão sobre a bênção a casais homossexuais deve ser tomada pelo “pastor no campo, e ao indivíduo sob o cuidado pastoral”.

Além disso, o Cardeal reiterou que, em sua opinião, “há coisas que não podem ser regularizadas”.

 

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Anian Christoph Wimmer

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