Na carta de resposta, Strynkowski define como “asserção gratuita”, que prejudica a unidade da Igreja, a afirmação feita pelo Padre Weinandy sobre a nomeação de alguns bispos, “a menos que tu estejas disposto – escreve Strynkowski – a citar esses bispos e os seus supostos pontos de vista contra a fé cristã que eles tolerariam. Na réplica também é contestada a afirmação de que Francisco estaria ressentido com as críticas, já que sempre ficou em silêncio.
Por fim, o teólogo Strynkowski lembra ao colega o “sábio” conselho contido na instrução Donum veritatis sobre o trabalho do teólogo, um documento de 1990, assinado pelo então cardeal Joseph Ratzinger e aprovado por São João Paulo II, no qual no parágrafo 30 se diz:
Se, apesar de um esforço leal, as dificuldades persistirem, é dever do teólogo dar a conhecer às autoridades magisteriais os problemas suscitados pelo próprio ensinamento, pelas justificativas propostas a favor dele, ou mesmo pela forma como é apresentado.
Ele o fará com espírito evangélico, com o profundo desejo de resolver as dificuldades. As suas objeções poderão então contribuir para um progresso real, estimulando o Magistério a propor os ensinamentos da Igreja de forma mais aprofundada e mais bem argumentada”.