Encontro emocionante do padre Thomas Uzhunnalil, que foi raptado pelo jiadistas, com o Papa Francisco

 Zenit 4/9/17 – Foto: L’Osservatore Romano
Logo após a audiência geral de quarta-feira, o Papa Francisco encontrou-se com o padre Thomas Uzhunnalil, do instituto dos Salesianos, que chegou a Roma depois de libertado após ano e meio de cativeiro.
O padre Thomas foi sequestrado a 4 de março de 2016, quando um grupo de jiadistas do Estado Islâmico invadiu um asilo de idosos e pessoas com deficiências que era administrado por religiosas das Missionárias da Caridade em Áden, no Iémen. Durante a invasão, os terroristas assassinaram quatro religiosas e doze idosos.

«Jamais pensei que seria morto», afirmou o missionário, originário do Estado indiano do Kerala, com 59 anos, que também recordou um episódio na noite de 3 de março de 2016, a noite antes do massacre: a diretora da casa das Missionárias da Caridade, comentando a difícil situação em que se encontravam como religiosos em território de guerra, dissera que seria belo ser martirizados todos juntos por Cristo. Mas a mais jovem das religiosas – que sobreviveu ao ataque – respondeu-lhe: «Eu quero viver para Cristo.»
Confirmou que quando os assaltantes o sequestraram estava na capela da comunidade das Missionárias da Caridade de Áden; depois, contou que após o sequestro nunca foi maltratado e que depois do sequestro e seu rápido emagrecimento os raptores também começaram a dar-lhe remédios de que precisava para o diabetes.
Praticamente durante todo o período da prisão, vestiu as mesmas roupas; com seus raptores – que falavam em árabe – comunicava-se com um pouco de inglês; e durante o sequestro foi transferido duas ou três vezes, mas nessas circunstâncias estava sempre vendado.
Papa Francisco e Pe. Thomas Uzhunnalil, na Casa Santa Marta – REUTERS

O abraço da liberdade

Ao Papa Francisco e aos confrades da congregação, o missionário indiano não fez outra coisa que repetir palavras de agradecimento, em primeiro lugar a Deus e a Nossa Senhora.
Um dos seus primeiros pedidos foi poder rezar na capela da comunidade salesiana no Vaticano. Também gostaria de celebrar logo a missa, mas devido às necessárias consultas médicas foi obrigado a postergar a realização desse seu desejo. Apesar disso, antes da chegada do pessoal sanitário, pediu para se confessar, dado que obviamente durante todo o tempo da prisão não lhe fora possível.
Durante a noite de festa que lhe foi oferecida pela comunidade salesiana, enriquecida de comidas tradicionais indianas, padre Uzhunnalil contou que durante todo o período do sequestro continuou a celebrar espiritualmente a missa todos os dias, recordando de memória as leituras e as partes da missa, dado que não tinha à disposição nem textos litúrgicos, nem hóstia e vinho para celebrar.

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