“Ecocídio” em Chiapas – México: bispo Felipe Arizmendi

San Cristóbal de las Casas, Chiapas -14/08

Tradução: Orlando AlmeidaFoto:internet

“Devemos lutar, sempre de forma pacífica, para defender a mãe Terra, a vida e a saúde. Isto não é intrometer-se em políticas alheias ao nosso ministério pastoral, mas sim ser responsáveis  por uma vida digna para os nossos povos e pelo cuidado da terra que Deus nos deu, não para a destruirmos, mas para conservá-la para que seja fonte de vida para todos. Cuidar da saúde e da vida é uma  responsabilidade de todos, também da Igreja

Felipe Arizmendi Esquivel , bispo desta diocese,  denunciou os efeitos nocivos  causados pela  plantação excessiva da palma [dendezeiro]  nos municípios de Marqués de Comillas, e Beneméritos de las Américas.

Durante a sua visita à paróquia de José e Maria, que corresponde a essas áreas – diz ele –

“explicaram-me que o cheiro dos resíduos é insuportável, que aprecem  muitas moscas, que causam danos às pessoas e ao gado, que o bagaço e os restos das  pencas do fruto da palma poluíram os rios e córregos que passam por lá matando, peixes e outras espécies”.

Afirmou que esta situação seria semelhante à de Sayaxchén, uma comunidade de Petén, na Guatemala,

“quer dizer que logo vão aparecer tumores e erupções na pele das pessoas, especialmente das crianças, e que em seguida, virão os casos de câncer. Dizem que nessa comunidade guatemalteca o rio La Pasión está poluído, levando à morte de 20 espécies de peixes e que todo o ecossistema foi afetado”.

 

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O rio La Pasión está contaminado | Foto: Oscar

 

O bispo disse que exortou as comunidades a ficarem atentas e evitarem esses riscos de contaminação e – acrescentou –

“em particular, sugerimos que não vendam as suas terras, porque podem ficar sem nada. Pedimos às empresas extratoras que façam  tudo o que for necessário para não prejudicar  o meio ambiente”.

Arizmendi Esquivel sugeriu que as autoridades elaborem um estudo sério, para exigir que essas fábricas cumpram o seu dever de respeitar o ecossistema.

“Que não haja corrupção dos fiscais encarregados de verificar os impactos ambientais, para que não se deixem comprar, qualificando como positivo o que é prejudicial para as comunidades. Não podemos ficar indiferentes diante dos impactos negativos  que possam causar às pessoas e contra a mãe Terra”.

“Devemos lutar, sempre de forma pacífica, para defender a mãe Terra, a vida e a saúde. Isto não é intrometer-se em políticas alheias ao nosso ministério pastoral, mas sim ser responsáveis  por uma vida digna para os nossos povos e pelo cuidado da terra que Deus nos deu, não para a destruirmos, mas para conservá-la para que seja fonte de vida para todos. Cuidar da saúde e da vida é uma  responsabilidade de todos, também da Igreja” finalizou.

 

  • El Heraldo de Chiapas

 

Fonte: https://www.elsoldemexico.com.mx/republica/sociedad-rep/724572-ecocidio-en-chiapas-obispo-felipe-arizmendi

 

 

 

cocidio” en Chiapas: obispo Felipe Arizmendi

SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, Chis.- Felipe Arizmendi Esquivel, obispo de la Diócesis de esta ciudad, evidenció las afectaciones a la tierra por la excesiva plantación de palma de aceite en los municipios de Marqués de Comillas y Benemérito de las Américas.

Durante su visita a la parroquia de José y María, que corresponde a esos lugares, dijo, “me explicaron que el olor de los residuos es insoportable, que se producen muchas moscas, que dañan a las personas y al ganado, con el bagazo o desperdicio de las pencas del fruto de la palma han contaminado los ríos o arroyos que pasan por allí, matando peces y otras especies”.

Manifestó que esta situación sería similar a la de Sayaxchén, una comunidad del Petén, Guatemala, “es decir que pronto aparezcan tumores y ronchas en la piel de las personas, sobre todo de los niños, y que luego vengan los casos de cáncer. Me dicen que en dicha comunidad guatemalteca se ha contaminado el río La Pasión, matando 20 especies de peces y se dañó todo el ecosistema”.

Exhortó a las comunidades estar atentas y evitar estos riesgos de contaminación, “en particular, les sugerimos no vender sus tierras, porque se pueden quedar sin nada. Pedimos a las empresas extractoras hacer todo lo necesario para no dañar el medio ambiente”.

Arizmendi Esquivel sugirió a las autoridades elaborar un estudio responsable, para exigir a esas fábricas que cumplan sus deberes de respetar el ecosistema. “Que no haya corrupción de los inspectores del impacto ambiental, para que no se dejen comprar y califiquen de positivo lo que es dañino para las comunidades. No podemos quedarnos indiferentes ante los daños que se puedan producir para las personas y contra la madre Tierra”.

“Hay que luchar, siempre en forma pacífica, por defender la madre Tierra, la vida y la salud. Esto no es meterse en políticas ajenas a nuestro ministerio pastoral, sino que es ser responsables de la vida digna de nuestros pueblos y del cuidado de la tierra que Dios nos dio, no para destruirla, sino para conservarla y para que sea fuente de vida para todos. Cuidar la salud y la vida es una responsabilidad de todos, también de la Iglesia”, finalizó.

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