Pode um padre casado na Igreja, exercer o seu ministério sagrado?

Pe. José Aguirre Amado *

Este é um grande problema que um dia vai ter de ser analisado a partir de teologia, do direito canônico e, especialmente, do próprio cristianismo. Não é fácil fornecer idéias razoáveis sobre o assunto. No entanto, a “razoabilidade” da lei é a base para a sua própria validade. Isto é muito claro e positivo, após os ensinamentos de Tomás de Aquino e de filósofos e teólogos espanhois como Vitoria, Suarez e outros. Neste contexto histórico e teológico estão se produzindo na nossa sociedade argentina, de excessiva tendência tradicional católica, alguns casos que exigem uma reflexão aprofundado e livre de preconceitos. Tarefa difícil. Mas possível e necessária. Em meados de agosto de 1997, as agências de notícias divulgaram um caso exótico: numa igreja da Província de Santa Fé, o próprio bispo diocesano, negou a comunhão a um padre casado em união civil, ainda não casado no religioso. Este caso exige um maior esclarecimentos para os fiéis. Vou tentar uma explicação teológica e canônica, (segundo o Direito da Igreja – NT).

Marco histórico

Teologicamente, a Igreja ensinou e ensina que o sacramento chamado de Ordem tem por objetivo o serviço da comunidade, e não o exclusivo proveito, a graça e a dignidade da pessoa ordenada: diácono, padre ou bispo. Noutras palavras, o fiel batizado que recebeu o sacramento da Ordem sagrada, deverá exercer algum ministério sacerdotal específico, em conformidade com as normas canônicas específicas. Além disso, a mesma teologia afirma que a ordem sagrada tal “imprime caráter” , o que significa que é um dos sacramentos indeléveis, permanentes e, portanto, que não pode ser repetido ou perdido, como podem e, em alguns casos, até devem ser repetidos os sacramentos da Eucaristia (comunhão), Confissão, (Reconciliação), Matrimônio e Santa Unção. Uma última observação teológica: a obrigatoriedade do celibato sacerdotal é uma determinação disciplinar do direito da Igreja católica de do rito latino, que não vincula o rito oriental da mesma Igreja católica. Não é, portanto, um pré-requisito para receber ordens sagradas, mesmo que, historicamente, durante séculos, as autoridades legítimas da Igreja o exijam, como condição sine qua non (condição indispensável para receber ordens sagradas do rito latino) Então está legislado no atual Código de Direito Canônico (1983).

Começam as inovações no celibato

Um Papa muito inteligente e inovador, Pio XII, teve a santa audácia de quebrar a inseparabilidade canônica entre sacerdócio e celibato na nossa Igreja de rito latino. Autorizado pastores anglicanos que entravam na Igreja Católica e que já eram casados validamente, a continuarem sua vida de casados incorporada no clero romano. E Paulo VI continuou com essa política pastoral, ampliando-a ainda a outros casos de pastores cristãos não-católicos (protestantes) que aderiram à Igreja Católica. O número de padres católicos de rito latino que podia viver sexualmente sua vida de família, foi aumentado quebrando o velho tabu de inseparabilidade do celibato e do sacerdócio dentro do rito latino.

O Concílio Vaticano II, louvável por tantos títulos, por imposição direta do Papa Paulo VI, não abordou a questão do celibato sacerdotal.
Em contrapartida, este Papa concordou em liberar milhares de padres do compromisso celibatário, permitindo-lhes o casamento religioso. No entanto, ele se recusou a considerar a solicitude cada vez maior de leigo, sacerdotes e até bispos, para permitir o chamado “celibato opcional” para respeitar a vocação ao ministério sagrado daqueles que não quisessem se obrigar a uma renúncia absoluta à vida de casado. Em consequência disso, em poucos anos, tem crescido imensamente o número de sacerdotes que pediu permissão para um casamento cristão normal e o público, em defesa da autenticidade da sua consciência. Mas, para obterem este direito ao casamento, deviam renunciar, formalmente e para sempre ao exercício do ministério sacerdotal. Em linguagem canônica, foram “reduzidos ao estado laical”.
Atualmente, existem mais de cento e cinqüenta mil desses sacerdotes que são marginalizados, na prática, até mesmo dos ofícios religiosos que um leigo pode realizar e realiza na administração e no culto católico.

Celibato obrigatório. Algumas conclusões possíveis, entre muitas outras.
A sociedade moderna está cada vez mais investiga as realidades e não as situações supostas, possíveis ou utópico. O Povo de Deus, um título atribuído pelo Vaticano II à Igreja Católica, questiona embaraçado: quanto tempo ainda vamos privilegiar as leis dos homens acima das leis divinas? O celibato não é um mandato divino. Mas o casamento é. O celibato, para ser virtude, deve se enraizar na liberdade que não pode ser estratificada em qualquer momento histórico.Encapsular a vocação no celibato sacerdotal, não é legítimo, nem teológica nem juridicamente. O fato histórico, não contínuo, nem fielmente observado, da inseparabilidade do sacerdócio e do celibato não constitui um argumento teológico. Para entender melhor vamos nos valer do aforisma jurídico romano que foi acolhido no Direito Canônico atual: error corrigitur ubi deprehenditur (o erro deve ser corrigido onde e quando ele for descoberto).

Mas há algo mais e muito mais graves neste assunto e que merece uma consideração à parte neste escrito e uma argumentação específica para ele. Para isso, voltemos à pergunta inicial deste tema.

É lícita e válida a proibição ilimitada de exercer o ministério sacerdotal ao sacerdote casado canônica e sacramentalmente pela Igreja?
Essa é a questão na sua dura realidade. Eu sei que estou me movendo em terreno minado… mas vale a pena arriscar tudo, mesmo a vida, pela verdade, pela caridade e pela própria justiça. Esta é a minha autêntica postura sacerdotal: tal proibição, como exposta acima, s é não só ilícita, teológica e juridicamente,, mas também insanavelmente nula de pleno direito. Aí vai uma pequena síntese das razões suficientes para qualquer pessoa que busca a verdade sem medo. Já São Paulo dizia: a fé expulsa o medo. Eu acredito com toda minha alma em Jesus que veio para salvar nos salvar com a… à margem da lei… ou contra qualquer lei dos homens. “O sábado, ou seja, a lei é para o homem e não o homem para o sábado.”

Argumento de exposições

Já que a Odem sagrada “imprime caráter”, isto é, é indelével, e que essa ordem é “para o exercício ministerial específico”, por direito divino não pode ser excluída para sempre por qualquer autoridade sobre a terra. A legítima autoridade eclesiástica só pode regular o exercício, e ainda limitá-lo e suspendê-lo temporariamente por causas determinadas pela mesma legislação religiosa que está contida no Código de Direito Canônico. O Código estabelece os motivos de excomunhão e suspensão “a divinis” de padres e bispos. E esse Código não se fala no caso de um ordenado que contrai matrimônio com a dispensa da Santa Sé. Portanto, sendo toda a lei penal a ser de estrita e restrita interpretação, torna-se clara a ilicitude e, mais ainda, a ilegalidade da proibição “sine die” do ministério sacerdotal a todos os sacerdotes casados.

Mas há um outro argumento mais contundente: toda a pena é relacionado a algum delito, e quanto maior é a pena, maior deve ser o delito. Pois bem, onde está o delito par tão grande pena? Se a Santa Sé autorizou a recepção de um sacramento, não se pode apoiar baseado em tal recepção do sacramento autorizado, a penalidade de desqualificação vitalícia para o ministério, da pessoa ordenada. Isso seria admitir subliminarmente que, apesar da autorização da Igreja, e apesar de se tratar da recepção de um, esse sacramento do matrimônio não apaga a “iniquidade” de renunciar ao celibato. Aqueles que pensam assim, estão muito perto da heresia.

Conclusão

Creio que estas razões são suficientes para que o leitor pelo menos se preocupe em refletir seriamente se ele é cristão católico. A Igreja do Vaticano II é a do Povo de Deus. Todos, clérigos e leigos, devemos contribuir para fazermos credível a nossa fé, nossa esperança e nosso Amor.

Nota: este artigo enviado aos milhares de sacerdotes casados, foi traduzida para o Francês no Chile, para ser distribuído aos estudiosos europeus.

* Padre José Amado Aguirre, Advogado civil, Doutor em Ciências Jurídicas, ex-Juiz de Tribunais Eclesiásticos da Arquidiocese de Córdoba, Argentina

Tradução para o Português: João Tavares

18 comments to Pode um padre casado na Igreja, exercer o seu ministério sagrado?

  • José de Oliveira Santos

    Todos os padres que casaram estão conscientes de que o sacerdócio não está amarrado ao celibato como algo inerente a ele, ao contrário, sabemos muito bem que o matrimônio enriquece espiritualmente o consagrado ao ministério sacerdotal e vice-versa.Todo sacramento é um enriquecimento na ordem da graça.
    Eu acredito que os teólogos católicos mais tradicionalistas sabem disso, eu acredito que o teólogo Ratzinger sabe disso.
    E então penso: uma coisa é saber, outra coisa é fazer.Então chego a conclusão de que deve haver motivos para que o celibato opcional não entre na pauta de reflexão dos “dirigentes máximos” da Igreja Católica Apostólica Romana, e estas razões não são de ordem espiritual.Ou seja, a igreja romana está imobilizada e não age para as mudanças justamente porque se este ponto específico for mudado uma grande estrutura física e de poder também precisa ser mudada. Pense-se, por exemplo, nas estruturas dos seminários…
    E agora me pergunto: Será que devemos esperar eternamente por mudanças que partam de cima? Não podemos nós iniciar humildemente as mudanças a partir de uma atitude de mais atividade? Nossos dircursos teológicos precisam ser acompanhados também de respostas concretas de nossa parte.

  • Elizabete Lima

    Sim, também vejo essa questão de uma forma bem sensível . É preciso uma avaliação mais profunda e que gere mudanças . A realidade que vemos por aí ,não é das melhores . Tantas situações indevidas em que se envolvem os presbíteros e muitos sofrem por não viverem uma vida familiar para dar o próprio testemunho de vida . Não desrespeitando a nossa Igreja Católica , mas é preciso pedir ao Espírito Santo discernimento nessa questão tão delicada que precisa ser revista . Se for a vontade de Deus para que essa regra permaneça , que seja , mas caso contrário , é preciso , mudança .

  • Fernando Neves

    O Celibato sacerdotal é norma uma disciplinar introduzida na Igreja Católica romana por Bispos e Papas impregnados de conceitos negativos sobre o sexo, cuja prática consideravam contribuir para o aumento dos corpos, da matéria, que eram a origem e fonte do mal existente no mundo material, todo ele pecaminoso. Esta doutrina era difundida pelo maniqueísmo, gnosticismo, arianismo, etc. Daí aqueles monges que fugiam do mundo e se refugiavam nos desertos ou lugares ermos, porque eram misogénicos e consideravam a mulher não só má mas também, enquanto mãe reprodutora de novas vidas,a fonte de todo o mal.
    Compreende-se que, em épocas da história em que estas ideias eram fortes, e até porque havia superbundância de vocações, se pudesse exigir e aceitar a imposição do celibato como condição para o sacerdócio.
    Mas o celibato nunca foi moralmente imposto nem alguma vez exigido, por Jesus, aos seus Apóstolos que foram casados, como diz a cura da sogra de Pedro e S.Paulo, em 1ª Cor 9.5,dizendo que se ele e Barnabé não têm uma mulher-esposa com eles é porque assim querem, por opção pessoal. Mas que tinham esse direito “como os demais Apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas (pedro).
    E o mesmo Apóstolo recomenda a Timóteo (1º Tim 3.2) e a Tito (Tit 5.6), como qualidade das mais importantes, entre outras, que o Bispo, o Presbítero e o Diácono sejam maridos de uma só esposa, educando bem os seus filhos pois quem não sabe governar a sua própria família, como pode governar a Igreja.
    É a Palavra de Deus contra a lei canónica eclesiástica do celibato. Ao exigi-la ou impô-la, quando há falta de trabalhadores para a messe, sendo alguns rejeitados só porque opatram por uma vida em família, a hierarquia está a transgredir a primeira mensagem que é também o 1º mandamento bíblico de Deus aos homens:”Crescei e multiplicai-vos” (Gén.1.28)
    E, neste contexto bíblico, é mesmo aqui, no seu poder co-criador, que está a grande semelhança do casal homem-mulher com Deus: “Deus criou o homem e mulher à sua imagem, criou-o à imagem de Deus: Ele os criou homem e mulher. Abençoando-os, Deus disse-lhes: crescei e multiplicai-vos…”
    Digamos que, neste aspecto, quem está contra o casamento homossexual e a homossexualidade devia ter, por obrigação de consciência, a mesma posição em relação ao celibato obrigatório ou exigido. De facto, em ambos os casados, há uma transgressão daquele primeiro mandamento, resultando um impossibilidade do acto co-criador.
    Mas a caturrice dos homens conseguiu estragar toda esta beleza do Amor de Deus, com imposições sacrificiais que Ele detesta.
    E depois queixam-se e mandam pôr mós de moinho ao pescoço dos transgressores das suas normas – não das de Deus -, quando eles próprios estão origem dos desvios que querem condenar. Quantos clérigos não teriam chegado tão longe, nos seus desvios sexuais, se não tivessem sido sujeitos a uma operação de determinado tipo de formatação e se não lhes tivessem criado “barragens” no desenvolvimento dos seus normais impulsos sexuais,na educação infanto-juvenil, que lhes foi dada nos seminários!
    Este estado de coisas faz lembrar um pouco aquela elite de guerreiros dos tiranos dos balcãs que eram retirados, em criança, às famílias para serem formatados na defesa dos seus governos, odiando e matando à espada tudo e todos os que fossem contra.

  • Durante toda la historia de la Iglesia Católica hemos tenido clérigos casados, que en lugar de estarse quemando con tentaciones insanas, han decidido tomar la opción mas sana de amar a una mujer, como Dios mismo lo ha mando desde el Génesis.
    Un sacerdote casado, sabe mejor la praxis del matrimonio y puede ser un consejero mucho mejor. Por ello el Celibato del clero debe ser una vocación, no una imposición y un obstáculo para Su Ministerio.

  • robson

    o celibato não é biblico mais isso é uma opção pelo o reino. O padre que deixa o ministério ele é sabedor que antes de ser padre é orientado para que não tenha relação com mulher. o padre que trai o ministério tambm está traindo a Deus´.

  • oswaldo josé ottaviano

    Se existem em alguns paises (Inglatera?) ordens religiosas que admitem que padres sejam casados por que não trazem pra o Brasil uma dessas ordens para acolher os ex padres e reincorporá-los à Igreja através dessas Ordens? O Basil ganharia uns cinco mil novos padres em alguns dias.
    Nunca fui padre, mas acho que essa seria uma ótima solução para quem o foi. Obrigado. Oswaldo

  • Eliana Nuci de Oliveira,venho por meio desta carta informar a todos que realmente a vontade de Deus para todos os Padres é o matrimônio, luto já faz 8 anos, com o Padre Marcelo Rossi e o Dom Fernando, desde que o senhor me pediu um filho e eu disse sim, assim hoje o menino ja esta com 8 anos, e a minha luta é contra o celibato, que não se encontra no Evangelho, agradeço a todos os Padres Casados, e espero que muitos padres se casem e se mostrem a todos na televisão sem medo algum, pois de agora em diante vocês tem benção do Cordeiro Santo de Deus. Minimar, nome dado por Chiara , FUNDADORA DO MOVIMENTO DOS FOCOLARIS, SIGUINIFICA UMA PEQUENA MARIA, DEUS OS ABENÇÕE A TODAS AS FAMILIA DE PADRES CASADOS, POR FAVOR APAREÇAM. MINIMAR AMÉM!

  • Saber Fazer

    Hoje contemplamos a reação da Igreja aos movimentos organizados de homossexuais e a prática da pedofilia. A Igreja está se retraindo e até se calando diante da polêmica. Padres corajosos da Igreja estão vindo a público para solicitar que se pense numa forma de acolher esses filhos de Deus esquecidos e desprezados. Agora fico a me questionar o motivo dos sacerdotes e bispos não virem a público para discutir o que fazer com os padres casados. Será que não está faltando convocar o povo de Deus para uma grande manifestação pública contra as discriminações e exclusões praticadas pela hierarquia de nossa Igreja? Um movimento bem fundamentado como este, sem dúvida teria apoio da população para tal manifesto. Agradeço a todos e me coloca a disposição para apresentar idéias sobre o assunto levantado.

  • giba

    Sandro, grato por seu oportuno comentário. Você seria mais um padre casado, não fosse este celibato injusto e obrigatório desde o século XI.

  • Carlos Francisco Lopes

    Só me faz chegar à mente a cura que o Senhor Jesus exerceu na sogra de Pedro, nosso primeiro PAPA. esperemos a orientação no tempo de Deus, pelo Seu Santo Espírito, soprador, renovador, santificador e aTENCIOSO AOS NOVOS E NECESSÁRIOS SINAIS DESPONTADOS EM MEIO A HUMANIDADE.Agnus Dei…

  • giba

    Realmente, esperemos que o Espírito Santo sopre o quanto antes. A humanidade aguarda. Abraçis. Giba

  • Mario Nunes

    Na minha pequena e pobre reflexão sobre este tema, eu concluo dizendo que, o problema da Igreja Católica não é tanto o lado pastoral dos padres casados, mas sim , o lado financeiro. O Vaticano prefere sustentar e santificar um padre celibatário, com todas as suas fraquezas de pecados, como homosexualismo,pedofilia,adultério e muitas injustiças com suas companheiras e filhos abandonados e mortos pelo aborto voluntário, por não querer assumir a paternidade. Com tudo isso, o Vaticano sustenta e encobre os pecados dos padres celibatos. Portanto, a Igreja Católica deve se preocupar mais com os padres casados e mantê-los dentro da Igreja, para evitar menos despesas e preocupação com o lado financeiro e injustiça social, para não desprezar a fé dos mais pobres, porque são os pobres que sustenta e suplica a santificação da Igreja de Deus.

  • giba

    Caro Mário Nunes, você tem toda a razão em seu comentário.
    Esperamos que o Vaticano finalmente “acorde” e aja!
    Giba

  • giba

    Prezadi Paulo, como você, todos nós aguardamos um sopro “forte” do Espírito Santo.
    e quanto antes…
    Giba

  • Pedro Vale

    Caríssimos torço para que o novo papa liberasse o casamento para os padres seculares….como na ortodoxia…
    Casa-se antes da ordenação, se não me engano…
    Isso seria até bom…seria um espécie de aproximação muito boa com os nossos irmãos ortodoxos…

  • osvaldo costa

    O comentário de Mário Nunes está perfeito.Que o Novo Papa abra os ouvidos para o Sopro de Deus. Parabéns e assino o comentário.

  • Marcelino Resende

    Sou Padre casado e sofro na pele a marginalização da instituição igreja por meio de colega co-irmão no ministério….. Na comunidade onde nasci e moram meus pais sempre que os visito pediam-me para participar da liturgia do culto divino, nas leituras, na reflexão da palavras, nos movimentos e pastorais… principalmente na semana santa quando não havia padre celebrante. Até que o bispo mudou o pároco creio eu para que me proibisse de participar das ações litúrgicas, proibindo indiretamente a qualquer visitante de participar das liturgias e até das para-liturgias, o que era costume na comunidade desde que ela existe, a qual é mantida e cuidada por meus familiares. As autoridades eclesiásticas precisam repensar a pastoral presbiteral com caridade e misericórdia, uma vez que mesmo suspensos do exercício ministerial continuamos ordenados e consagrados pela força do sacramento. Não é virando as costas para quem pensa e age de forma questionadora da disciplina canônica que vai resolver o problema do celibato no seio da Igreja. As ações e atitudes dos representantes da Igreja com relação aos padres casados não condiz com o que se prega nos altares. Pregasse comunhão, perdão, misericórdia e na realidade somos tratados como marginais, contraventores, criminosos e até pecadores e impuros…. desculpe o desabafo, mas é assim que me sinto. Será que seria assim que Cristo nos trataria? Que Deus ouça o clamor dos padres excluídos da própria casa (Igreja).

  • LUIZ EDUARDO

    Pode um padre casado ser diácono ? Se foram admitidos padres casadas da Igreja Anglicana,convertidos,por que os padres casados estão afastados de sua função de ministro ordenado,até do diaconato ?

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