Escócia quer referendar independência antes da conclusão do “Brexit”

 “A “alternativa” ao referendo, diz Sturgeon, “seria a Escócia não poder controlar o seu futuro”

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou esta segunda-feira que pretende avançar para um novo referendo à independência. O objectivo é que Londres viabilize a consulta entre o Outono de 2018 e a Primavera do ano seguinte.

Sturgeon disse que vai fazer uma proposta ao Parlamento escocês na próxima semana para que seja enviado um pedido de viabilização do referendo para Londres. Para que se concretize, a consulta tem de receber luz-verde de Westminster.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, criticou a “visão limitada” dos nacionalistas escoceses, que disse ser “profundamente lamentável”. “Em vez de fazer jogos políticos com o futuro do nosso país, o governo escocês deveria estar concentrado em assegurar uma boa governação e serviços público para os escoceses. A política não é um jogo”, acrescentou May. No início do mês, a líder conservadora britânica tinha já criticado aquilo que chamou de “obsessão” do governo de Edimburgo com a independência.”

A chefe do governo escocês, liderado pelos nacionalistas do SNP, acredita que, desta vez, o “sim” à independência sairá vencedor – ao contrário do desfecho da consulta em Setembro de 2014. As perspectivas económicas de permanecer num Reino Unido pós-“Brexit” são “significativamente mais desafiadoras” do que na altura, justificou Sturgeon.

O executivo escocês tinha pressionado o governo de Londres para que fosse garantido um estatuto especial para a Escócia, no âmbito das negociações da saída britânica da União Europeia. A grande prioridade era a manutenção do acesso ao mercado livre europeu. Sturgeon diz, porém, que o governo liderado por Theresa May não se mostrou disponível para negociar e que os esforços para chegar a um acordo “bateram num muro de intransigência”.

A “alternativa” ao referendo, diz Sturgeon, “seria a Escócia não poder controlar o seu futuro”.

A Comissão Europeia recusou comentar a decisão de Sturgeon, mas deu a entender que, em caso de vitória da independência, a Escócia terá de fazer um pedido de adesão à UE.

No referendo de Junho do ano passado, os escoceses votaram maioritariamente a favor da manutenção do Reino Unido na União Europeia. A primeira-ministra britânica deverá invocar brevemente o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que acciona o mecanismo de saída de um Estado-membro da UE.

 

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