De Osorno aos nossos cardeais em Roma

  Somos muitos, leigos e pessoal consagrado, os que pensamos que, enquanto não se resolver o chamado “Caso Barros” não nos parece oportuna a visita de Sua Santidade à terra chilena

Redação, 21 de fevereiro de 2017

Foto: Protesto contra Barros em Osorno

Seria imprudente forçar uma visita do Santo Padre”

 “Don Juan Barros, foi discípulo do pederasta Fernando Karadima”

 Tradução: Orlando Almeida

(Comunidade de Leigos e Leigas de Osorno ) .

Estimados cardeais * tão próximos do Santo Padre, parece-nos oportuno e um dever de consciência dirigirmo-nos aos senhores no momento em que o Papa Francisco recebe os bispos chilenos por ocasião da visita ad limina apostolorum, no salão da sua biblioteca pessoal.

Sabemos por fontes confiáveis ​​que o cardeal Ricardo Ezatti  – Arcebispo de Santiago – empreenderá algumas “iniciativas” para que o Papa Francisco explore a possibilidade de visitar o Chile neste ano de 2017. Esta gestão de alto nível, solicitada por um setor do mundo político chileno, manipulando uma gesta tão importante para os povos do Chile e da Argentina, como é o “Abrazo de Maipú” (a gesta de O’Higgins e San Martin), ao completarem-se 200 anos desta data histórica que marca as nossas duas nações irmãs, queremos e precisamos de um pastor que venha evangelizar-nos  e guiar-nos no nosso caminhar como irmãos na fé, para mostrar-nos como fortalecer nossas comunidades no amor, no respeito, e restabelecer nossa confiança.

Como integrantes da grei, não estão entre nossas prioridades pastorais as relações políticas entre estados.

 

Laicos de Osorno no quieren a Juan Barros como su obispo

 

Sem dúvida queremos que o Papa Francisco venha ao Chile. Assim tem sido na história das visitas papais ao país; muitos dos nossos (Comunidade de leigos e leigas de Osorno-Chile), participámos ativamente na vinda do Papa João Paulo II em 1987 ao nosso país, preparando a sua chegada, participando ativamente na inesquecível Missa em Puerto Montt e comparecendo ao encontro mundial dos jovens em Buenos Aires, mas com a mesma confiança cristã e respeito devidos, temos de assinalar – como todos nós sabemos no Chile – que a crise que afeta a nossa Igreja Católica é séria e muito profunda. Esta realidade objetiva detona os baixos graus de credibilidade que mostram todas as pesquisas, mesmo as realizadas em universidades ou centros de sociologia das universidades católicas chilenas.

Do ponto de vista do que acontece com a nomeação do bispo Juan Barros Madrid para a nossa Diocese de Osorno, desde há dois anos somaram-se vontades cristãs e cidadãs, para que se busque uma saída para esta grave crise e o Bispo saia de Osorno. Não por um mero afã voluntarista, mas porque pensamos que os delitos de pedofilia e suas cumplicidades – por silêncio ou omissão – tornam um Bispo reprovável. Esta é uma questão de fundo e não outro motivo.


Piden la renuncia del obispo Barros en Osorno

De Osorno para nossos Cardeais em Roma

 

Dom Juan Barros, foi discípulo do pederasta Fernando Karadima, na época viajou para Roma para defendê-lo, era uma pessoa chave na dissolvida Pia União Sacerdotal do Sagrado Coração de Jesus, criada e dirigida por Karadima com alto impacto em alguns setores do clero de Santiago. Finalmente, a Congregação para a Doutrina da Fé considerou Karadima culpado e foi condenado por esse crime pela Santa Sé, portanto, Dom Juan, sim, é reprovável para muitas pessoas dentro e fora do Chile. Este fato por si só faz que a sua nomeação e o importante cargo pastoral seja “insustentável”, agora e no futuro.

Posto isto, fazemos chegar aos senhores a nossa opinião nestes dias da visita ad limina; se chegasse a vir ao Chile o Papa Francisco – tal como já solicitado por um partido político chileno – desde já advertimos em consciência, com sinceridade e dor, que haverá ações maciças e não-violentas que dirão em voz alta a nossa clara posição: Não ao Bispo Barros em Osorno.

Certamente ninguém quer esse cenário inadequado, ainda mais em se tratando da visita do Irmão Bispo de Roma, mas de nossa parte esgotámos todas as instâncias possíveis de diálogo sem ser devidamente ouvidos e menos ainda consultados diante desta crise de credibilidade e de unidade que afeta a nossa Diocese de Osorno. Nestes dois difíceis anos só nos recebeu o bispo Alejandro Goic, no contexto da Assembleia Plenária dos Bispos, celebrada em novembro passado na casa de retiros de Punta de Tralca.

Somos muitos, os leigos e pessoal consagrado, os que pensamos que, enquanto não se resolver o chamado “Caso Barros” não nos parece oportuna a visita de Sua Santidade à terra chilena como sim o deseja, com fervor, a Comissão Internacional do Partido Democrata Cristão do Chile; parece-nos um mínimo de rigor, observar seriamente as circunstâncias atuais por que passa a nossa  Igreja, pela dor e o dano causados ​​à grei osornina, pelo que chamamos a examinar com critério objetivo e olhar de país o insistir em uma possível visita do Papa Francisco ao Chile.

Na cidade de Osorno há, lamentavelmente, uma ferida aberta não querida e não produzida pelo Povo de Deus orante e missionário. Por esta razão digna de atenção e enquanto não se curar esta lesão que nos afeta como país, seria imprudente negociar ou forçar uma visita do Santo Padre ao Chile. Em vez disso, unimo-nos e agradecemos as suas corajosas palavras ditas na sua memorável viagem apostólica aos Estados Unidos.

 

Deus chora. Os crimes contra crianças não podem ser mantidos em segredo por mais tempo. Comprometo-me a uma vigilância zelosa da Igreja para proteger as crianças e prometo que todos os responsáveis ​​prestarão contas …“.  – (Papa Francisco, Philadelphia – setembro 2015).

 

* Cardeal Pietro Parolin

Secretário de Estado do Vaticano.

Cardeal Gerhard Muller

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Cardeal Marc Ouellet

Prefeito da Congregação para os Bispos.

Cardeal João Braz de Aviz

Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Cardeal Ricardo Ezzati Andrello

Arcebispo de Santiago de Chile.

Cardeal Francisco Javier Errázuriz

Arcebispo emérito de Santiago de Chile.

 

(Comunidade de Leigos e Leigas de Osorno )

 

Fonte: http://www.periodistadigital.com/religion/opinion/2017/02/21/desde-osorno-a-nuestros-cardenales-en-roma-religion-iglesia-chile.shtml

 

 

 

 

“Sería imprudente forzar una visita del Santo Padre”

 

Desde Osorno a nuestros Cardenales en Roma

“Don Juan Barros, fue discípulo del pederasta Fernando Karadima”

Redacción, 21 de febrero de 2017 a las 10:07

Somos muchos los laicos y personal consagrado los que pensamos que mientras no se resuelva el llamado “Caso Barros” no nos parece oportuna la visita de Su Santidad a tierra chilena

FOTOS DA MANIFESTAÇÃO POPULAR CONTRA O BISPO JUAN BARROS

  

(Comunidad de Laicos y Laicas de Osorno).

Estimados cardenales* tan cercanos al Santo Padre, nos parece oportuno y un deber de conciencia dirigirnos a Ustedes, en momentos que el Papa Francisco recibe a los obispos chilenos con ocasión de la visita Ad limina apostolorum, en el salón de su Biblioteca personal.

Sabemos por fuentes confiables que el cardenal Ricardo Ezatti -Arzobispo de Santiago- realizará algunas “iniciativas”, para que el Papa Francisco explore la posibilidad de visitar Chile este año 2017. Esta gestión de alto nivel, solicitada por un sector del mundo político chileno, manipulando una gesta tan importante para los pueblos de Chile y Argentina, como es el “Abrazo de Maipú” (la gesta de O’Higgins y San Martin), al cumplirse 200 años de esta histórica fecha que marca a nuestras dos naciones hermanas, queremos y necesitamos un Pastor que venga a evangelizarnos y a guiarnos en nuestro caminar como hermanos en la fe, para mostrarnos como fortalecer nuestras comunidades en el amor, respeto y a reestablecer nuestras confianzas. Como integrantes de la grey no está entre nuestras prioridades pastorales las relaciones políticas entre estados.

Sin duda queremos que el Papa Francisco venga a Chile. Así ha sido en la historia de las visitas papales al país; muchos de los nuestros (Comunidad de laicos y laicas Osorno-Chile), participamos activamente en la venida del Papa Juan Pablo II el año 1987 a nuestra patria, preparando su llegada, participando activamente en la inolvidable misa en Puerto Montt y concurriendo al encuentro mundial de jóvenes en Buenos Aires, pero con esa misma confianza cristiana y respeto debido, hemos de señalar -como todos sabemos en Chile- que la crisis que afecta a nuestra Iglesia católica es seria y muy profunda. Esta realidad objetiva, detona los bajos grados de credibilidad que señalan todas las encuestas, aun las que se realizan en universidades o centros de sociología de universidades católicas chilenas.

Desde la perspectiva de lo que ocurre con el nombramiento del Obispo Juan Barros Madrid en nuestra Diócesis de Osorno, desde hace dos años se han sumado voluntades cristianas y ciudadanas, para que se busque una salida a esta grave crisis y el Obispo salga de Osorno. No por un mero afán voluntarista, sino porque pensamos que los delitos de pedofilia y sus complicidades -por silencio u omisión- hacen a un Obispo reprochable. Esa es la cuestión de fondo y no otro motivo.

Don Juan Barros, fue discípulo del pederasta Fernando Karadima, en su momento viajó a Roma a defenderlo, era una persona clave en la ya disuelta Pía Unión Sacerdotal del Sagrado Corazón de Jesús, creada y dirigida por Karadima con alto impacto en algunos sectores del clero de Santiago. Finalmente, la Congregación para la Doctrina de la fe encontró culpable a Karadima y fue condenado por este crimen desde la Santa Sede, por lo tanto, don Juan, sí es reprochable para muchas personas dentro y fuera de Chile. Este solo hecho, hace que su nombramiento e importante cargo pastoral actual sea “insostenible” ahora y a futuro.

Por lo anterior, les hacemos llegar nuestra opinión en estos días de la Visita Ad Limina; si llegase a venir a Chile el Papa Francisco -como ya lo solicita un partido político chileno- desde ya advertimos en conciencia, con sinceridad y dolor que habrán acciones masivas y no violentas que dirán en voz alta nuestra clara posición: No al Obispo Barros en Osorno.

Por cierto que nadie quiere ese escenario inadecuado, más si se trata de la visita del Hermano Obispo de Roma, pero de nuestra parte hemos agotado todas las instancias de diálogo posibles sin ser debidamente escuchados y menos consultados ante esta crisis de credibilidad y unidad que afecta a nuestra Diócesis de Osorno. En estos dos difíciles años solo nos recibió el Obispo Alejandro Goic, en el contexto de la Asamblea Plenaria de Obispos, celebrada en noviembre último en la casa de retiros de Punta de Tralca.

Somos muchos los laicos y personal consagrado los que pensamos que mientras no se resuelva el llamado “Caso Barros” no nos parece oportuna la visita de Su Santidad a tierra chilena como sí lo desea, fervientemente, la Comisión Internacional del Partido Demócrata Cristiano de Chile; nos parece un mínimo de rigor, observar seriamente las circunstancias actuales por la que atraviesa nuestra Iglesia, por el dolor y daño ocasionado en la grey osornina por lo que llamamos a examinar con criterio objetivo y mirada de país el avanzar en una eventual visita del Papa Francisco a Chile.

En la ciudad de Osorno hay, lastimosamente, una herida abierta no querida ni producida por el Pueblo de Dios orante y misionero. Por esta atendible razón y mientras no sane esa lesión que nos afecta como país, sería imprudente gestionar o forzar una visita del Santo Padre a Chile. Más bien nos unimos y agradecemos sus valientes palabras dichas en su memorable viaje apostólico a los EE.UU.

“Dios llora. Los crímenes contra menores no pueden ser mantenidos en secreto por más tiempo. Me comprometo a la celosa vigilancia de la Iglesia para proteger a los menores y prometo que todos los responsables rendirán cuenta…”.

(Papa Francisco, en Filadelfia – Sept. 2015).
* Cardenal Pietro Parolín

Secretario de Estado Vaticano.

Cardenal Gerhard Muller

Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe.

Cardenal Marc Ouellet

Prefecto de la Congregación para los Obispos.

Cardenal Joao Braz de Aviz

Prefecto de la Congregación para los Institutos de vida Consagrada.

Cardenal Ricardo Ezzati Andrello

Arzobispo de Santiago de Chile.

Cardenal Francisco Javier Errázuriz

Arzobispo emérito de Santiago de Chile.

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