ALEPPO, SÍRIA: uma cidade que morre

A partire dal 2012 ALEPPO è stata subito coinvolta nella GUERRA CIVILE SIRIANA, diventando il centro di una prolungata battaglia, specie nella parte est trasformata in quattro anni in un cumulo di macerie, un’ecatombe di 25mila morti civili (migliaia di BAMBINI), e centinaia di migliaia di profughiSebastiano Malamocco -11/10/2016

Tradução: Orlando Almeida

Na prolongada guerra civil síria que envolve todas as grandes potências mundiais (Rússia, em particular) e EUA, Turquia, Irã ... procura-se o novo equilíbrio mundial, mais uma vez nos antigos territórios do Médio Orientecom o massacre de crianças e civis

A partir de 2012 Aleppo foi logo envolvida na guerra civil síria, tornando-se o centro de uma batalha prolongada, especialmente na parte leste, transformada, depois de quatro anos, em um monte de entulhos, com um massacre de 25 mil mortos civis (milhares de crianças) e centenas de milhares de refugiados

 

É um ato de genocídio contra a humanidade o que está acontecendo em Aleppo, no norte da Síria há cinco anos (com particular virulência nos últimos meses) com o assassinato em massa da população. É o fim de uma cidade, em particular da parte Leste de Aleppo (controlada por rebeldes antigovernamentais, contra o ditador Bashar al-Assad). Parte fundamental de uma cidade nobre, antiquíssima, que está desaparecendo com a morte e a desesperada mas difícil fuga de seus habitantes.

ALEPPO (in arabo: حلب, Ḥalab), è nella Siria settentrionale, ed è soprannominata LA CAPITALE DEL NORD. Secondo il censimento ufficiale della popolazione del 1994 (anche secondo la stima del 2007), Aleppo è la città più popolosa della Siria, con 1.900.000 abitanti, e supera la capitale del paese, Damasco, abitata da 1.669.000 persone. La popolazione è variegata e include ARABI, ARMENI, CURDI, CIRCASSI e TURCHI. Inoltre Aleppo, con 300.000 cristiani di dieci diverse confessioni, è la terza maggiore città cristiana del mondo arabo, dopo Beirut e Il Cairo. È UNA DELLE PIÙ ANTICHE CITTÀ DEL MONDO abitata ininterrottamente dall'antichità. Occupa una posizione strategica a metà strada TRA IL MARE E L'EUFRATE; inizialmente era costruita su un piccolo gruppo di colline, in una vallata ampia e fertile, su entrambe le rive del FIUME OWEQ. La sua provincia si estende attorno alla città per oltre 16.000 km² e conta circa 3,7 milioni di abitanti. È PATRIMONIO DELL’UMANITÀ dell'UNESCO dal 1986. Nell'anno 2006 Aleppo è stata la prima città a fregiarsi del titolo di "CAPITALE CULTURALE DEL MONDO ISLAMICO". A partire dal 2012, Aleppo è stata coinvolta nella GUERRA CIVILE SIRIANA, diventando il centro di una prolungata battaglia che ha portato alla DIVISIONE DELLA CITTÀ TRA UNA PARTE OCCIDENTALE CONTROLLATA DAL GOVERNO E UNA PARTE ORIENTALE CONTROLLATA DAI RIBELLI, con la conseguente FUGA DI MOLTI CIVILI. (da WIKIPEDIA)

 

ALEPPO (em árabe, Halab) fica no norte da Síria, e é chamada capital do Norte. Segundo o censo oficial da população de 1994 (e também segundo a estimativa de 2007), Aleppo é a cidade mais populosa da Síria, com 1.900.000 habitantes, superando a capital do país, Damasco, com 1.669.000 habitantes. A população é diversificada e inclui árabes, armênios, curdos, circassianos e turcos. Além disso, Aleppo, com 300.000 cristãos de dez confissões diferentes, é a terceira maior cidade cristã no mundo árabe, depois de Beirute e do Cairo. É uma das cidades mais antigas do mundo, habitada ininterruptamente desde a antiguidade. Ocupa uma posição estratégica a meio caminho entre o mar e rio Eufrates. Foi construída inicialmente sobre um pequeno grupo de colinas, em um vale amplo e fértil, em ambas as margens do rio Oweq. A sua província estende-se ao redor da cidade por mais de 16.000 km² e tem cerca de 3,7 milhões de habitantes. É patrimônio da humanidade da Unesco desde 1986. Em 2006, Aleppo foi a primeira cidade distinguida com o título de “Capital cultural do mundo islâmico“. A partir de 2012, Aleppo foi envolvida na Guerra Civil Síria, tornando-se o centro de uma batalha prolongada que levou à divisão da cidade entre uma parte Ocidental controlada pelo governo e uma parte Oriental controlada pelos rebeldes, com a consequente fuga de muitos civis. (Fonte: Wikipédia).

Vêm à mente outros contextos de cidades arrasadas, primeiro com o extermínio da população, e depois com a destruição de casas, de ruas, de lugares de culto, de tudo: Grozny, na Chechênia, cuja população foi dizimada em 1944 pela União Soviética; Stalingrado e Varsóvia, cidades exterminadas pela invasão nazista; Dresden, cidade alemã cuja população foi bombardeada pelos Aliados em 1945; Sarajevo [capital da Bósnia-Herzegovina] , cidade martirizada durante a guerra civil da Jugoslávia entre 1991 e 1995 …. E há muitas outras, algumas famosas outras menos.

 

“Ad Aleppo” riferiva il 30 settembre scorso il portavoce italiano dell’Unicef, Andrea Iacomin “bambini gravemente feriti vengono lasciati morire per non esaurire del tutto le scorte mediche. I quartieri assediati e colpiti non ricevono aiuti umanitari. Tutte le strade di accesso ai quartieri orientali rimangono bloccate”.

“Em Aleppo” – informava em 30 de setembro passado o porta-voz italiano da Unicef, ​​ Andrea Iacomin,  – “crianças gravemente feridas são deixadas morrer para não esgotar totalmente os suprimentos médicos. Os bairros sitiados e atingidos não recebem ajuda humanitária. Todas as vias de acesso aos bairros orientais estão bloqueadas”.

 

A matança da população em Aleppo (especialmente na sua parte oriental controlada pelos rebeldes e bombardeada pelos russos) é o retrato do que está acontecendo em toda a Síria. O regime de Bashar al-Assad, cruel e despótico, começou a entrar em crise há cinco anos com uma oposição cada vez mais forte. Mas nesta oposição, pouco a pouco, está prevalecendo o Isis. E para a população isto pode ser ainda pior.

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A possível derrota Isis, com o apoio internacional de todas as potências e, ao mesmo tempo, o fim da ditadura dinástica dos Assad, não é possível devido à intervenção da Rússia que apoia Assad e quer manter a sua presença num lugar tão estratégico no cenário mundial como é a Síria.

 

Edifici distrutti da raid aerei nel quartiere di Tariq al Bab_ a est di Aleppo, il 5 ottobre 2016 ( Credit/Reuters, da www.tpi.it/png)

Edifícios destruídos pelos ataques aéreos no bairro de Tariq Bab – a leste de Aleppo, em 05 de outubro de 2016 (Crédito / Reuters, a http://www.tpi.it/png)

 

É uma verdadeira guerra de extermínio que Assad desencadeou, em particular contra o seu povo nos últimos dois anos, fortalecido pelo apoio de Putin, causando a morte de cerca de 200 mil sírios, civis, mulheres, crianças. Mas o conflito, desde o seu começo, durante 5 anos e meio, causou, segundo estimativas da ONU, cerca de 450 mil mortes.

 

LA MOSCHEA DI ALEPPO, PRIMA DELLA GUERRA (ORA DISTRUTTA)

A Mesquita de Aleppo, antes da guerra (agora destruída) 

 

E é em Aleppo, cidade estratégica do norte entre o Mediterrâneo e a Turquia, a meio caminho entre o mar e o rio Eufrates, que está o centro nevrálgico do conflito. Entretanto os EUA pedem uma investigação por crimes de guerra causados pelos ataques russos contra civis. Rússia e Estados Unidos ainda não encontraram um acordo de paz (ou partição). E assim a Síria é sacrificada no altar das relações de poder internacionais.

PRIMA E DOPO (vedi: https://www.greenme.it/spazi-verdi/dove-come-quando/2871-20-splendidi-posti-del-mondo-che-non-puoi-visitare - http://www.vanillamagazine.it/10-fotografie-mostrano-i-devastanti-effetti-della-guerra-ad-aleppo-in-siria/ )

ANTES E DEPOIS – A partir de 2012 Aleppo foi logo envolvida na guerra civil síria, tornando-se o centro de uma batalha prolongada – como dissemos – especialmente no leste, em quatro anos transformadas em um montão de escombros, um massacre de 25 mil mortos e centenas de milhares de refugiados

Aleppo já foi uma das mais abertas, ricas, cultas, tolerantes e pluralistas do Oriente Médio. Agora, nos bairros controlados pelo regime, cerca de um milhão e meio de pessoas continua a levar uma vida relativamente normal. Eletricidade e água garantidas. As lojas estão abertas, e também funcionam as escolas, os transportes, as repartições municipais. Mas a poucas centenas de metros mais a leste é o inferno: terror, morte, fome, o pesadelo dos bombardeios indiscriminados feitos pelas forças do governo e pelos russos, a escuridão de noite, a luta pela sobrevivência quotidiana. Uma média de dez mortes por dia; escolas, casas e lojas destruídas, falta de água e de eletricidade por mais de quinze horas por dia. Hospitais, ambulâncias, clínicas improvisadas, equipamentos comunitários, casas, redes de água, depósitos de alimentos: todos são metodicamente atacados.

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Aleppo está portanto vivendo uma tragédia humanitária sem precedentes históricos na Síria. A sua beleza e o seu inestimável valor histórico e cultural levaram a UNESCO a declará-la “Patrimônio Mundial” em 1986, mas hoje, de muitos dos seus bairros – entre eles o centro histórico, com o seu famoso Souk e as gloriosas mesquitas – não resta senão uma pilha de escombros.

Putin e o Irão apoiam o governo sírio de Bashar al-Assad, enquanto os Estados Unidos, a Turquia, as monarquias wahabitas da Arábia Saudita e o Qatar apoiam abertamente uma transição política através de uma coalizão dos chamados “rebeldes moderados” anti-Isis.

 

A Putin interessa un possibile accordo con la Turchia per poter realizzare il “Turkish Stream”, cioè il tratto turco sottomarino del gasdotto “South Stream” verso l’Europa meridionale (progetto avversato dagli americani che cercano di contenere Mosca nei suoi progetti energetici)

 A Putin interessa um possível acordo com a Turquia para poder implantar o “Turkish Stream”, isto é, o trecho turco submarino do gasoduto “South Stream” para o sul da Europa (projeto que tem a oposição dos americanos que tentam obstacular os projetos de energia de Moscou).

Houve um encontro entre Putin e o líder turco Erdogan em Ancara no dia 10 de outubro passado, que poderia embaralhar as cartas das alianças e tornar ainda mais complicado o fim do conflito.

A Turquia já se apoderou de fato de uma parte da Síria, no norte, até perto do rio Eufrates, uma área que lhe interessa​​ em particular para combater os curdos.

A Putin interessa um possível acordo com a Turquia para poder implantar o “Turkish Stream”, isto é, o trecho turco submarino do gasoduto “South Stream” para o sul da Europa (projeto que tem a oposição dos americanos que tentam obstacular os projetos de energia de Moscou).

 

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Mas a intervenção tão direta e explícita da Rússia em apoio ao ditador sírio Bashar al-Assad, parece querer demonstrar ao mundo que a Rússia ainda é uma grande potência global. Capaz de fazer sentir o seu peso mesmo longe das fronteiras domésticas. E capaz de voltar a intervir no Oriente Médio (salvaguardando também as bases de mísseis russas no Mediterrâneo). E o governo da Síria, além do suporte Russo, pode contar também com o iraniano (este último com finalidade anti-Isis … mas todos são contra o Isis).

Uma situação geopolítica complicada, que nós tentamos compreender um pouco, propondo aos nossos leitores alguns artigos publicados em jornais diários nas últimas semanas, que nos parecem interessantes para desatar os nós de compreensão do que está acontecendo.

No conjunto percebe-se que está ocorrendo o retorno da Guerra Fria entre Rússia e EUA, com o controle estratégico de uma parte tão delicada do mundo. E sobretudo chama a atenção e entristece a morte de uma cidade outrora esplêndida, antiga, e a morte da sua população, massacrada pela guerra civil. E nós (Europa, as nossas comunidades …), mais uma vez, parados, inermes. (S.M.)

 

Save Alleppo http://www.riccardiandrea.it/2015/12/salviamo-aleppo-e-i-suoi-abitanti.html

Salvem Aleppo

 

SEBASTIANO MALAMOCCO

 

FONTE: https://geograficamente.wordpress.com/2016/10/11/aleppo-in-siria-una-citta-che-muore-nella-prolungata-guerra-civile-siriana-che-coinvolge-tutte-le-grandi-potenze-globali-russia-in-particolare-e-usa-turchia-iran-si-c

 

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