Papa Francisco: o caminho das reformas começa novamente


http://www.mondayvatican.com/wp-content/uploads/2016/08/pope-francis-afp_650x400_51446642347-1.jpgAndrea Gagliarducci – 16 Agosto 2016

 Vaticanista informa que no redesenho da Cúria Romana, o cardeal do Rio de Janeiro, D. Orani Tempesta, poderá assumir o novo dicastério “Leigos, Família e Vida”.

A reportagem é de Andrea Gagliarducci, publicada por Monday Vatican, 15-08-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

 

Eis a reportagem.

De acordo com rumores vindos Vaticano, o estatuto do novo dicastérioCaridade, Justiça e Paz” deve ser publicado em 1º de setembro. O mais recente dicastério irá substituir o Pontifício Conselho “Justiça e Paz”, o Pontifício Conselho para os Migrantes, o Pontifício Conselho “Cor Unum” e o Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde. Todas as funções destes conselhos pontifícios irão se fundir neste único dicastério.

Essa é a segunda etapa da reforma da Cúria Romana após o estabelecimento do dicastério “Leigos, Família e Vida”. Resta ainda definir como estes dois novos dicastérios estarão formatados em termos jurídicos. No entanto, a justificativa para o “Caridade, Justiça e Paz” aparentemente é a de um dicastério com competências integradas. Isso significa que os departamentos – ou secretarias – dentro dos quais o dicastério estará organizado não terá um conjunto fixo de competências.

Segundo os que trabalharam na elaboração dos estatutos, o motivo aqui é a natureza interna do próprio dicastério. Em geral, o novo dicastério irá envolver todo o Ensino Social da Igreja, cujos temas foram previamente divididos. A verdade é que, em vez de trabalhar juntos, os dicastérios no passado frequentemente acabavam se sobrepondo em suas competências. O resultado é que muitas vezes eles pisavam uns nos pés dos outros.

Por exemplo, poderia acontecer que o Pontifício Conselho “Justiça e Paz” fosse chamado a elaborar a pauta internacional da Santa Sé sobre os migrantes. O mesmo Pontifício Conselho poderia ser um ponto de referência também quando a Santa Sé tivesse de apresentar às agências internacionais os números envolvidos no compromisso da Igreja junto aos migrantes – mesmo em termos de assistência à saúde – quando o Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde bem poderia, com mais facilidade, fornecer esses dados.

Faltava, muitas vezes, uma coordenação. Agora, espera-se que o novo dicastério venha a conseguir desenvolvê-la de uma forma melhor.

A verdadeira questão é que a coordenação no passado se dava segundo a maneira como as pessoas trabalhavam, e não a partir da estrutura. Ao longo do tempo, os dicastérios vaticanos foram progressivamente sendo criticados pela imprensa na medida em que assumiam posições rígidas, como aquela sobre a reforma do sistema financeiro mundial que o Pontifício Conselho “Justiça e Paz” apresentou em 2011.

 

Sob o comando do Papa Bento XVI, o processo era o da colegialidade, conforme disse o Cardeal Tarcisio Bertone, então secretário de Estado, em reunião com os chefes dos dicastérios em 28-01-2012. Todos estiveram envolvidos na revisão dos textos da Cúria, começando pela Secretaria de Estado, de modo que cada documento ou decisão era o resultado de uma consulta ampla, aberta e colegiada.

As energias concentravam-se em um esforço compartilhado. Esse raciocínio pode funcionar em um ambiente desejoso a cooperar e andar na mesma direção. No entanto, o pontificado de Bento XVI tinha muitas “cobras” dentro, o que resultou no primeiro caso conhecido como VatiLeaks. Talvez, grande parte dessas coisas estará sendo explicada no livro-entrevista que o Papa Emérito vai publicar com Peter Seewald em outubro próximo.

 

Sob o Papa Francisco, a aproximação à colegialidade não resultou em uma colegialidade real no comando da Igreja. Francisco ouve a todos, mas em seguida toma as decisões por si mesmo. A “pastoral dos ouvidos”, da qual frequentemente fala o papa, também se reflete na criação contínua de comissões para compreender as questões em jogo. Este pontífice nunca toma uma posição ao ouvir propostas ou questões. Ele tira um tempo para refletir. Em seguida, faz o seu movimento após consultar o seu círculo íntimo – que de forma alguma se encontra no ambiente da Cúria Romana.

 

A partir de setembro, então, a segunda fase de reformas da Santa Sé deve começar a acontecer. Será uma longa etapa. Ainda de acordo com rumores, o estatuto para o dicastério “Caridade, Justiça e Paz” vai entrar em vigor em 01-01-2017. Eis o sinal de uma longa transição que terá de responder à necessidade de reduzir 20% da equipe entre os quatro dicastérios a serem incorporados. Muitas destas pessoas irão se aposentar na medida em que atingirem a idade de 75 anos.

O novo dicastério seria formatado tendo um coordenador geral que vai ser uma espécie de articulador. Logo no início, o coordenador a ser indicado deverá ser Dom Silvano Maria Tomasi, scalabriniano que serviu por dez anos como observador permanente da Santa Sé junto à ONU em Genebra. Após se aposentar, Tomasi foi nomeado membro do Pontifício Conselho “Justiça e Paz”.

No entanto, recebeu discretamente o cargo de “secretário delegado”, posto provisório para preencher o vácuo deixado pela ausência do secretário do dicastério, Dom Mario Toso, especialista em Ensino Social da Igreja que escolheu não continuar com uma carreira no Vaticano e foi nomeado bispo da pequena diocese italiana de Faenza-Modigliana.

O presidente do novo dicastério deve ser o Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson.

Esta é considerada uma escolha natural, já que o presidente do Pontifício Conselho “Justiça e Paz” é a única autoridade do alto escalão que não está em idade de aposentadoria, considerando os quatro dicastérios envolvidos na reforma.

Zimowski, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, faleceu recentemente; o Cardeal Antonio Maria Vegliò, presidente do Pontifício Conselho para os Migrantes, está com 77 anos e prestes a se aposentar – há também o reescrito do Papa Francisco que incentiva os prelados a deixarem o posto quando atingirem a idade de 75; o Pontifício Conselho “Cor Unum” está sem um presidente desde que Francisco nomeou o Cardeal Robert Sarah como prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Quanto ao dicastério “Leigos, Família e Vida”, o jogo parece estar em aberto, embora, de acordo com os rumores, as escolhas já teriam sido tomadas na residência Santa Marta. O prefeito do novo dicastério pode ser o Cardeal Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. Entre as autoridades do próprio Vaticano, alguns sustentam que a nomeação de um segundo cardeal brasileiro no alto escalão na Cúria daria licença ao Cardeal João Braz de Aviz para retornar ao Brasil, deixando vacante o cargo de prefeito dos Institutos de Vida Consagrada.

O Papa Francisco já mostrou não se preocupar com esses saldos geopolíticos, e que o que ele mais busca realizar é a noção de uma forma mais “internacionalizada” da Cúria – sobretudo uma Cúria que se encaixe em sua visão de uma Igreja voltada para fora.

Para onde vai ir então Dom Vincenzo Paglia? Este é o atual presidente do Pontifício Conselho para a Família. Um destino possível pode ser o de Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, para substituir o Cardeal Santos y Avril, que está perto de completar 80 anos.

Nesse cargo, Paglia poderia transformar a Basílica em um centro dedicado à realização de uma
série de iniciativas internacionais promovidas pela Comunidade de Sant’Egidio, à qual Paglia pertence. O papa provavelmente se colocaria a favor destas iniciativas, na medida em que conta com esta comunidade para as suas iniciativas humanitárias e diplomáticas.

Foi também graças ao fundador da Sant’Egidio, Andrea Riccardi, que o Papa Francisco aceitou o Prêmio Carlos Magno. A comunidade de Sant’Egidio também ajudou a desenvolver as relações entre o papa e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, bem como com o Cardeal Reinhard Marx – estes dois são frequentemente convidados a participar das iniciativas da Sant’Egidio.

Até mesmo a iniciativa dos corredores humanitários aos refugiados vem da Sant’Egidio, e o Papa Francisco adotou para si essa ideia ao trazer no avião papal um grupo de imigrantes na viagem de volta de sua visita a [ilha grega de] Lesbos. O Grande Imã al Tayed, da prestigiada instituição islâmica sunita Al-Azhar, participou de um congresso promovido pela Sant’Egidio em Paris logo após a reunião privada que teve com o Papa Francisco em 23 de maio, encontro que encerrou um longo período de relações rompidas entre o Vaticano e a Al-Azhar.

O encontro de oração entre todas as religiões realizado em Assis por São João Paulo II em 1986 era refeito pela Sant’Egidio a cada ano em diferentes lugares. O evento foi realizado em Assis novamente em 1993 e 2002, quando João Paulo neles participou e convidou todas as religiões para um compromisso comum pela paz. De novo, o encontro aconteceu em Assis em 2011, sob a liderança do Papa Bento XVI, para comemorar o 25º aniversário da iniciativa.

Agora, haverá uma outra reunião em Assis para celebrar o 30º aniversário da primeira edição do evento, e a Sant’Egidio está entre os principais organizadores juntamente com os franciscanos de Assis. É provável que o Papa Francisco participe do encontro. De acordo com o imã de Perugia – quem saudou o pontífice brevemente em Assis no dia 4 de agosto –, Francisco vai participar no encontro neste próximo 19 de setembro.

O Vaticano ainda não confirmou a visita do papa, mas se for confirmada, a sua presença irá chamar a atenção porque o Papa Francisco havia formalmente cancelado todas as viagens dentro da Itália durante o ano da misericórdia. Por essa razão, ele não vai participar do Congresso Eucarístico Nacional a se realizar em Gênova, de 16 a 18 de setembro. Ele será o primeiro papa a não participar em um Congresso Eucarístico Nacional na Itália desde o Concílio Vaticano II.

O impacto da Sant’Egidio na decisão do papa pode resultar em um papel menos marginal para a Basílica de Santa Maria Maior, se Dom Vincenzo Paglia for nomeado o seu arcipreste.

 

Entretanto, essas coisas precisam se confirmar, e os rumores nem sempre se tornam realidade. Na verdade, poucas pessoas sabem o que o Papa Francisco está pensando e que escolha ele vai fazer no futuro.

Mesmo com a geografia da Cúria sendo redesenhada, todos estão cientes de que a organização curial não é uma questão central para o papa. Ele se preocupa mais é com um novo perfil para os bispos, conformam provam as suas escolhas para as dioceses ao redor do mundo.

Não por acaso as reuniões do Conselho de Cardeais – órgão que o pontífice designou para assessorá-lo na reforma curial e para o governo da Igreja – centraram-se na seleção de bispos, e o já Cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, introduziu no programa de formação sacerdotal novos itens com base na exortação Evangelii Gaudium, do Papa Francisco.

A fim de entender como Francisco pensa que deve ser modelada a Igreja do futuro, temos de aguardar até o próximo consistório, que poderá acontecer em fevereiro próximo. Quem sabe o papa venha a fazer alguma escolha surpresa, digamos: um solidéu vermelho inesperado indo para uma pequena diocese da região central da Itália que ele adora visitar.

Papa Francisco esforça-se para sustentar pedidos de desculpa com ações.

Ações geralmente falam mais alto do que palavras, e dificilmente isso fica mais evidente do que quando um papa pede desculpas. O Papa Francisco já pediu inúmeras desculpas e sugeriu a necessidade de fazê-lo mais vezes. Quando o papa pede desculpas, ele tenta alinhavar tais pedidos com atos, por exemplo sentando-se com as vítimas de redes de prostituição.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 15-08-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Pode ser um clichê, mas as ações geralmente falam mais alto do que palavras, e dificilmente isso fica mais evidente do que quando um papa pede desculpas.

No caminho de volta da Armênia no final de junho, o Papa Francisco sugeriu que os cristãos deveriam

  • pedir perdão aos gays que foram ofendidos pela Igreja,
  • aos pobres,
  • às mulheres que foram maltratadas,
  • às crianças exploradas pelo trabalho forçado,
  • e por ter abençoado tantas armas 

– basicamente, todo aquele a quem a Igreja pôde ter ofendido.

Na sexta-feira passada, 12-08-2016, quando visitou um centro para mulheres resgatadas de redes de prostituição em Roma, o líder católico fez um pedido de desculpas por meio de atos e palavras, pedindo o perdão às mulheres ali presentes em nome do cristianismo pelo sofrimento que elas têm suportado.

Ainda que o Vaticano não tenha dado muitas informações sobre a visita – isso geralmente acontece em ocasiões consideradas privadas –, o padre italiano Aldo Bonaiuto, diretor espiritual da Comunidade Papa João XXIII que Francisco visitou, falou com a Rádio Vaticano.

“O papa usou palavras muito bonitas, mas ao mesmo tempo usou palavras fortes: ele pediu por perdão em nome de todos os cristãos pela violência e pelas maldades que estas mulheres vêm sofrendo”, disse Bonaiuto.

Nos últimos três anos, o pontífice argentino tem sido um dos líderes mundiais mais destacados no tocante ao tráfico humano – atividade ilegal que afeta mais de 40 milhões de pessoas, que são forçadas a trabalhar em condições análogas à escravidão.

Por repetidas vezes Francisco chamou essa prática de “um crime contra a humanidade”.

Pondo em prática aquilo que diz, Francisco reuniu líderes religiosos de todas as principais religiões no Vaticano para subscreverem uma declaração conjunta contra o tráfico humano. Ele igualmente convocou prefeitos de algumas das cidades mais importantes do mundo – entre elas: Nova York, Paris, Roma e Madri – para fazerem o mesmo, e no início do ano realizou uma oficina com mais de 100 juízes de todo o planeta para apontar os holofotes sobre flagelo do tráfico de pessoas.

O cardeal australiano George Pell, nomeado por Francisco como secretário para a economia, prometeu se certificar de que sua cadeia de fornecedores seja livre de trabalho análogo à escravidão, num encontro em Roma que reuniu líderes de alguns dos maiores supermercados do mundo para tratar do assunto.

Francisco está longe de ser o primeiro papa, evidentemente, a pedir desculpas em nome da Igreja.

Sem ir muito longo no tempo, São Papa João Paulo II em 1998 fez no mínimo 94 pedidos de desculpas, catalogados pelo jornalista italiano Luigi Accattoli na obra

Quando o papa pede perdão” (Paulinas, 1998). Os motivos para este ‘mea culpa’ eram variados: desde o silêncio e inação de católicos individuais durante o holocausto até o julgamento da Igreja contra o cientista católico Galileu Galilei.

Dois anos depois, em um “Dia do Perdão” durante o Grande Jubileu do Ano 2000, São Papa João Paulo II se desculpou em nome da Igreja pelos pecados de seus próprios filhos e filhas contra judeus, hereges, mulheres, ciganos e povos nativos.

O então Cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde seria eleito Papa Bento XVI, ajudou a dar um marco teológico para o pedido de desculpas por meio de um documento chamado “Memória e Reconciliação: a Igreja e as culpas do passado”.

Um dos primeiros tópicos foi a reafirmação de que, embora emitida em nome da Igreja, o pedido de desculpas na verdade era pelas maldades de cristãos individuais, porque a Igreja em si é sempre santa.

(No avião de volta da Armênia em junho, Francisco fez a mesma distinção.)

O gesto de João Paulo II continua sendo o pedido de desculpas mais abrangente feito nos tempos modernos por algum líder mundial.

Muito embora sendo um apoiador da tendência de João Paulo II em pedir desculpas, Bento XVI foi mais cauteloso quando se tratou de pedi-las por ele mesmo – porém, como Francisco, ele também sustentou a maioria dos pedidos que fez de forma prática.

Para dar um exemplo: em 2010, o papa alemão proferiu o que foi considerado um pedido de desculpas inédito na forma de uma carta, de 8 páginas, dirigida às vítimas de pedofilia na Irlanda. Nela, o pontífice admitia “a vergonha e o remorso que todos sentimos” pelos “atos pecaminosos e criminosos” cometidos por padres ou religiosos.

Ele admitiu que aqueles anos de crimes cometidos pelo clero e por católicos leigos em escolas e orfanatos aniquilaram a fé na Igreja, e foi bastante duro quanto à maneira como a Igreja irlandesa tinha lidado com os casos de abuso.

Dirigindo-se às vítimas e seus familiares diretamente, Bento XVI falou: “Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade”.

No papado de Bento, o Vaticano

  • laicizou mais de 800 padres por abusos sexuais
  • e mais de 2.500 receberam algum tipo de punição, como a de viver uma vida de penitência e oração, ou a proibição de realizar ministérios públicos.

O Papa Francisco pediu desculpas pelo crime de abuso sexual cometido pelo clero também, e sustentou as suas declarações com ações – embora, como normalmente é o caso quando o escopo do pedido é grande demais, muitos consideraram tais atos como insuficientes.

Por exemplo, em setembro do ano passado, ao se encontrar com um grupo de sobreviventes de abusos sexuais na Filadélfia, Francisco manifestou um “profundo pesar”

  • com a traição que as vítimas haviam sofrido,
  • pelas vezes que a Igreja ignorou os sobreviventes e suas famílias que se pronunciavam sobre o tema
  • e a culpa de alguns bispos em suas responsabilidades de proteção aos menores.

“Comprometo-me a seguir o caminho da verdade, onde quer que nos possa levar. Clero e bispos terão de prestar contas das suas ações, quando abusem ou protejam abusadores des menores”, disse ele.

Francisco criou uma comissão de nove cardeais assessores na Reforma da Cúria

 

Em 2013, Francisco lançou uma pontifícia comissão para a proteção dos menores destinada a auxiliar na implementação de diretrizes que visam prevenir casos de pedofilia. Ele também criou um tribunal, ainda a ser composto, para supervisionar as prestações de conta dos bispos ao redor do mundo e, numa tentativa de aumentar a conscientização, ele continua trazendo o tema em alocuções semanais do Angelus aos domingo.

Uma outra questão pela qual Francisco se desculpou várias vezes são os “escândalos que abalaram o Vaticano”, fossem eles de natureza sexual ou econômica.

Ele fez um pedido de desculpas nesse sentido, por exemplo, uma semana depois que um funcionário vaticano fora objeto de manchetes nos jornais ao assumir ser gay e ao denunciar o tratamento da Igreja à comunidade LGBT.

Numa tentativa de resolver estas coisas, Francisco

  • criou uma comissão de nove cardeais assessores  que o ajudam na reforma da Cúria;
  • lançou também várias iniciativas que buscam garantir uma transparência financeira da Santa Sé.

Resta saber se o papa irá explicitamente pedir perdão à comunidade LGBT, conforme deu a entender em julho – e, se o fizer, resta saber quais ações ele poderá estar preparado para tomar no intuito de sustentar um pedido nesse sentido.

Uma coisa, no entanto, parece clara: para Francisco, da mesma forma como aconteceu com seus dois antecessores, ser papa nãos significa jamais ter de dizer que está arrependido.

 

Andrea Gagliarducci

Fontes:http://www.ihu.unisinos.br/espiritualidade/558926-papa-francisco-o-caminho-das-reformas-comeca-novamente

http://www.mondayvatican.com/vatican/pope-francis-the-path-of-reforms-starts-again

 

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