HOMOSSEXUALISMO E CONSELHO DE PSICOLOGIA

Artigo de um polemista que pode suscitar polêmica. Mas essa também é uma das finalidades do Site -NR

Onofre Meneses – 27/02/2016

“Alguns dizem que o homossexualismo não é um distúrbio porque é uma opção. A opção por si só não indica acerto ou erro, nem o que é normal ou anormal, e ela também não surge do nada. Toda opção tem motivações inconscientes e/ou conscientes, e as dos homossexuais são diferentes das dos heterossexuais.”

No início de qualquer exposição devem ser definidos os termos que vão ser usados, para se evitar ambiguidade ou sentido duplo que propiciam o seu uso de acordo com a conveniência momentânea. Tem havido muitos pronunciamentos sobre a homossexualidade e neles são usadas muitas palavras de modo inadequado, como “preconceito”, “normal”, “tratamento”, “doença”, “opção”, “ética da profissão”, “homofobia”, “repressão”.

A palavra preconceito (pre + conceito) significa tomar uma posição antes do conceito. Por exemplo, uma pessoa que não se deixa levar pela insistência de seus colegas em usar cocaína, não tem preconceito contra a droga, mas um conceito de que ela é prejudicial a sua saúde.

As mulheres quando engravidam, interrompem seu trabalho e por lei continuam ganhando. Um empresário que não as admite em sua empresa, tem um comportamento não louvável mas, provavelmente, não tem preconceito contra o sexo feminino, mas um conceito de que elas são menos lucrativas para seu comércio. Se ele não admitisse algumas pessoas pelo simples fato de serem homossexuais, então sua recusa seria um preconceito.

Da mesma forma, a afirmação de que uma pessoa é menos dotada ou menos digna simplesmente por ser homossexual é um preconceito. Porém se alguém pensa ou diz que o homossexualismo é um distúrbio, isto não é um preconceito nem homofobia ou repressão, mas um conceito.

Nós, cristãos, não temos preconceito sobre o homossexualismo, mas um conceito de que Deus, o Criador da natureza humana, que não é contraditório, o proibiu e, por isso, ele não pode ser um comportamento normal. Quem quiser verificar, essa proibição, na Bíblia, leia as citações Lev 18,22 ; 20,13;  1 Cor 6,9-10; Gn 19; 1,27-28.  Os verdadeiros seguidores de Cristo sempre colocaram a sua fé acima de qualquer lei humana.

Embora muitos líderes católicos e evangélicos não se manifestaram sobre o assunto, o Pastor Malafaia, com sua fé e eloquência, demonstrou que nenhum Conselho por mais despótico que seja, conseguirá calar a voz cristã.

Sobre  isso, a Constituição de 1988 diz que é inviolável o direito de termos nossas crenças religiosas ((Art. 5º II, VI).

Alguns dizem que o homossexualismo não é um distúrbio porque é uma opção. A opção por si só não indica acerto ou erro, nem o que é normal ou anormal, e ela também não surge do nada. Toda opção tem motivações inconscientes e/ou conscientes, e as dos homossexuais são diferentes das dos heterossexuais.

Se a opção justificasse o homossexualismo, também justificaria o assalto a bancos, os    estupros, a pedofilia, e todos os desvios de conduta pois, as pessoas que os praticam, também optaram, escolheram o objeto de seus desvios. “Opção” não é o oposto de distúrbio, significa apenas escolha e esta  requer, necessariamente, pelo menos dois objetos. Neste sentido, tanto os hetero como os homo não escolheram o que deviam ser, apenas seguiram o seu impulso.

Um grande número de homossexuais têm a preocupação de serem um plágio dos heterossexuais.  Vejamos:

1) A união amorosa deles poderia ser chamada de contrato social, no qual fossem garantidos todos os direitos que sempre gozou o casal homem e mulher, mas eles lutaram para que a sua união tivesse o mesmo nome do casal heterossexual: “casamento”;    

2) Querem ser chamados de família, mas a jurisprudência respondeu-lhes que o nome de família só se dá onde há a procriação;

3)  querem mudar a lei para que no registro de nascimento dos filhos não constem os termos “pai”, “mãe”, mas genitores, pois se assim não for, o registro dos filhos deles não será igual ao dos heterossexuais;

4) querem também ter filhos e por isso contratam uma barriga de aluguel. Todos esses comportamentos são uma tentativa de imitarem os heterossexuais.

Os homossexuais equilibrados não têm a preocupação de serem um plágio dos heterossexuais, pois giram a sua vida em torno daquilo que eles julgam melhor para eles.

Rogéria e Clodovil (foto) nunca se sentiram diminuídos por serem homossexuais e nem tentaram se igualar em nada aos hétero, justamente por se sentirem no mesmo nível de dignidade e por estarem bem com seu estado.

Clodovil chegou a dizer, em entrevista, que a união de dois homossexuais nunca poderia se chamar de casamento, mas de contrato civil, e que o homossexualismo sempre seria a exceção, pois a norma era o heterossexualismo.

A pessoa que aluga sua barriga para gerar um filho, que ela já concebe com a ideia de doar ou vender, não tem amor a ele, o considera apenas uma mercadoria, e todo o filho adotado quando se torna adulto quer conhecer sua mãe pois, em seu íntimo, quer saber porque ela não ficou com ele. Tão grande é seu desejo de ter mãe como todos os seus colegas têm, que sonha encontrar uma   prova de que ela nunca o deixou de amar, mas que foi forçada a entregá-lo a outros.

Grande será sua decepção ao constatar que foi vendido como uma coisa qualquer, nunca foi amado pela mãe nem pelo pai, pois este não quis escolher a mãe que ele merecia e que desejaria ter. Quando esses filhos fizerem terapia, perceberão que a vida toda se sentiram infelizes porque guardaram em seu inconsciente a terrível verdade: “não fui amado, e não sou amado”.

A revista PSI, do Conselho Regional de Psicologia (nº 185-dezembro 2015) traz um artigo com o nome de “O desafio de despatologizar a sexualidade”. O autor foi infeliz ao escolher o título pois,  despatologizar a sexualidade significa tornar lícita e normal todo o ato sexual, portanto a pedofilia, estrupro, etc. Creio que ele queria dizer “O desafio de despatologizar a homossexualidade.

No artigo ele diz: “Para dizer o que é patológico em sexualidade, primeiro é necessário definir o que é normal”.  Portanto, segundo o autor, o que não é normal é patológico.  Pois bem.  A palavra “normal” vem de “norma”. Então para se saber se algo é normal, precisamos saber qual é a norma.

Em relação à sexualidade, se dissermos que a norma é o comportamento sexual habitual dos habitantes do planeta, em todas as épocas, seremos forçados a concluir que o homossexualismo não é normal.

Aliás o próprio Conselho de Psicologia na resolução nº001/1999, diz que a homossexualidade é uma prática desviante “da norma estabelecida sócio-culturalmente”. O fato óbvio de que todo gay é filho de um casal heterossexual, é mais uma prova de que o heterossexualismo é a norma, e o homossexualismo é a exceção.

Se dissermos que a norma é a natureza humana, não poderemos admitir como normal um comportamento que, se adotado por todos, extinguiria a raça humana.  Portanto, se o homossexualismo não é normal, ele é, segundo as palavras do próprio autor, patológico. Eu, porém, não generalizo. Não para todos, mas para muitos ele é patológico.

O mesmo artigo diz que “a orientação do Conselho de Psicologia sobre o homossexualismo está associada ao fato de que ela mexe com as estruturas seculares da nossa sociedade. Elas são tão antigas quanto o mito de Adão e Eva, que associa a perda do paraíso a uma questão de gênero.”

Vamos questionar. O relato bíblico de Adão e Eva foi escrito há mais de dois mil anos atrás.  Ora, se as estruturas da nossa sociedade são tão antigas quanto esse relato, elas são extremamente sólidas e demonstram o que é ser sexualmente normal.  Antes de qualquer religião, o homem primitivo, inclusive o homo sapiens já era heterossexual, e por esse motivo é que conseguiu dar origem a nós.

A perda do paraíso nada tem a ver com questão de gênero. Essa afirmação apenas demonstra que o autor não conhece os gêneros literários e os símbolos da Bíblia. Quem não sabe entender a linguagem simbólica, dirá que estavam insanos Ultraje a Rigor quando cantou: “pelado, pelado, nu com a mão no bolso”, e Raul Seixas que cantou “eu sou a mosca que caiu na sua sopa”

Os eternos mantenedores da ortodoxia oficial,

  • condenaram Galileu,
  • rejeitaram as descobertas de Pasteur,
  • criaram dificuldade aos trabalhos saneadores de Osvaldo Cruz,
  • disseram que aquilo que Rogers ensinava não era psicologia
  • e deixaram Freud falando sozinho quando ele ensinava o poder das motivações inconscientes.

 Felizmente esses pioneiros tiveram a coragem de não obedecer as regras ditatoriais da ortodoxia oficial rotulada de ciência, e conseguiram fazer a verdadeira ciência progredir.    

O artigo que citei, alega que não se pode falar de tratamento de homossexualismo, porque nele não há nada a se tratar. Há uma distinção a fazer.

  • Para as pessoas que desejam continuar sendo homossexuais, não há nada a tratar sobre o assunto, da mesma forma que para os que temem viajar de avião e já tomaram a decisão de nunca viajar por esse meio, não há nada a tratar em relação a tal fobia.
  • Ora, o papel da Psicologia é colaborar para mudar o comportamento atual do cliente em comportamento que ele deseja ter. Portanto, para aqueles que querem deixar de ser homossexuais, ou deixar de ter medo de altura, o tratamento tem tudo a ver.

Os defensores da pretensa normalidade do homossexualismo, costumam dizer que, aqueles que procuram deixa-lo, é por causa da pressão social ou dos preconceitos sociais existentes. Isto é um sofisma.  Durante meus longos anos como psicólogo clínico, atendi muitas pessoas que eram homossexuais.

Nenhuma delas disse que estava angustiada por causa de preconceitos, nem por causa de pressão social.  Alguns disseram que eram homossexuais e queriam continuar a sê-lo. E apresentavam os sintomas dos quais queriam se libertar. A quase totalidade, porém, dos que se apresentavam para terapia, queria livrar-se de suas tendências ou de suas vivências homossexuais, e diziam que essas lhe causavam sofrimento, tristeza, e depressão.

O atendimento a pessoas desse tipo pode e tem o direito de ser chamado de tratamento psicológico, pois este sempre é um auxílio para que o cliente possa mudar de comportamento e conseguir os seus objetivos.

O Conselho

  • disse que o Psicólogo não deve colaborar para a patologização da homossexualidade,
  • mas quando o paciente se apresenta com o desejo de mudar seu comportamento e ser heterossexual, o Conselho não diz que o psicólogo deve colaborar nesse sentido, e que não deve convencê-lo a aceitar a sua homossexualidade.

Isso é mais uma prova de que o Conselho é parcial e procura criar dificuldades para aqueles que querem livrar-se do seu homossexualismo.

O Conselho de Psicologia não pode criar impedimento nem para quem quiser ser homossexual, nem para quem quiser deixar de o ser.   Portanto, quando, na resolução  001/1999  proíbiu o Psicólogo de prestar serviço nos locais que anunciam tratamento de homossexualismo, está tentando impedi-lo de cumprir a sua missão que é a de colaborar com o cliente que deseja mudar o comportamento que tem para o que deseja ter.

Quando um dentista anuncia que arranca dentes, ele não está sugerindo que a prótese é melhor que os dentes naturais e que todos devem arrancar seus dentes. Está apenas colaborando com aqueles que precisam desse serviço, pois nem todos os dentistas o fazem. Portanto, um psicólogo ou uma clínica, ou uma organização que anuncia que faz tratamento de homossexualismo, está se dirigindo ao universo daqueles que do mesmo necessitam.

Não está definindo o que é a homossexualidade, está apenas indicando o lugar onde está o profissional que os possa ajudar a conseguir seu objetivo. Portanto o Conselho não tem o direito nem o poder de proibir o psicólogo de colaborar nesses casos.

Como não temos o direito de pensar que o Conselho agiu em função da identidade sexual de seus amigos ou de outros interesses, podemos inocentá-lo pensando que ele julgou que  todos os homossexuais estivessem num só bloco, todos assumidos e desejando continuar a ser, e estando infelizes, angustiados e em depressão, porque a sociedade em peso os estaria forçando a deixar o homossexualismo.

Porém, esse pensamento é errôneo, pois nem todos estão num  só bloco. Mesmo que tenha sido por ingenuidade, o  Conselho  foi e continua sendo parcial, injusto e agindo como ditador, que se apossa da liberdade do psicólogo.

Sintetizando, tenho a dizer, o Conselho de Psicologia com o ato 001/1999 Insinuou:  

  1. que não se pode fazer tratamento de homossexualismo (já demonstrei acima que pode);
  2. que todos que querem livrar-se do homossexualismo é apenas por causa da angústia e depressão causada pela pressão social, o que não é verdade;
  3. que toda ideia, exposição, argumentação, ou filosofia de vida, se não estiver de acordo com a imposição do Conselho, é preconceito ou patologização da homossexualidade;
  4. que a causa do homossexualismo é apenas uma opção, e não declara o que é fundamental na Psicologia, que todos os nossos atos são impulsionados por motivações inconscientes e/ou conscientes segundo Freud, e pelo reforço de comportamento segundo Skinner;
  5. que o homossexualismo se justifica por ser uma opção;
  6. que foram ineficientes as Faculdades de Psicologia que orientaram como o psicólogo deve agir;

Além das insinuações, o Conselho cometeu  os seguintes erros:       

1) Mostrou-se tendencioso, pois afirmou o óbvio: que ninguém deve ser forçado a fazer tratamento para deixar de ser homossexual, mas não afirmou que, para os que querem deixar de ser, os psicólogos não devem tentar convencê-los a continuarem sendo, e não devem alegar que o homossexualismo seria normal;

2)  disse que a forma como cada um vive a sua sexualidade faz parte de sua identidade. Isto é um erro grosseiro em Psicologia: confundir comportamento com identidade. Quando uma pessoa hetero ou  homo muda sua opção sexual,  continua tendo a mesma identidade.

3) Com a orientação 001/1999 mostrou que não conhece nem o seu campo de atuação, pois exorbitou em sua manifestação de poder:

a) ao determinar e obrigar todos a pensar  que o homossexualismo é normal à raça humana, estabelecendo código de valores, e invadindo assim o campo da  Ética, que é parte da Filosofia,  e   não da Psicologia;

b) ao  impor ao psicólogo o dever de trabalhar para o desaparecimento de preconceitos, discriminações e estigmatizações sociais, o que é tarefa do sociólogo e não do psicólogo. A Psicologia estuda o homem na sua singularidade, porém todo o fenômeno  social é estudado pela Sociologia.

Lembramos ao Conselho que  a tarefa especifica do psicólogo é solucionar problemas de ajustamento conforme Lei nº 4.119, de 27/08/1962, III,§1°,nº 4)

4) Ao cortar a possibilidade do diálogo, proibindo os psicólogos de terem conceitos diferentes dos seus,  de manifestarem as suas opiniões, e de colaborarem com entidades e serviços que proponham tratamento da homossexualidade, violou  a Constituição de 1988, da República do Brasil, que diz:

Art. 5º II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;;                     

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;             

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;        

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.                                                                             

 Conclusão: Toda e qualquer lei que ferir a lei maior,  a Constituição Federal, é, pelo mesmo fato,  inválida, e como tal não deve ser obedecida.  –

 

Onofre Antônio de Menezes – CRP 06-534

 

Fonte: enviado pelo autor, via e- mail: onofre.menezes@bol.com.br

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