Uma nova primavera eclesial na Igreja?

Cristina Fontenele – Adital  – 19.02.2016
Em entrevista exclusiva à Adital, o teólogo espanhol Victor Codina, especialista em Pneumatologia, explica a relevância desta reflexão teológica sobre o Espírito, que a ajuda as pessoas a se abrirem ao amor, à justiça e à dignidade humana.
Sobre os caminhos futuros da Igreja, o teólogo destaca que o Papa Francisco retoma o Concílio Vaticano II e, mesmo com forte oposição dentro da Igreja, desperta uma nova primavera eclesial. O jesuíta espanhol, radicado há mais de 30 anos na Bolívia, avalia também o governo de Evo Morales, destacando que não é bom que um líder esteja permanentemente no poder. Codina diz ter a impressão de que Morales se considera um salvador.

O jesuíta espanhol, radicado há mais de 30 anos na Bolívia, avalia também o governo de Evo Morales, destacando que não é bom que um líder esteja permanentemente no poder. Codina diz ter a impressão de que Morales se considera um salvador.

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Victor Codina, teólogo espanhol radicado na Bolívia há mais de 30 anos, é especialista em Pneumatologia.

Adital: Como o senhor avalia o contexto sociopolítico da Bolívia?

Victor Codina: Creio que Evo Morales representa um processo com muitos elementos positivos, como parte também a partir de baixo, dos movimentos populares, indígenas. Ele conseguiu nacionalizar algumas empresas transnacionais, a preocupação com a terra, a preocupação pelas autonomias e as línguas das diferentes etnias ou grupos. A Bolívia se define como um Estado Plurinacional, na qual se respeitam as diferentes nações e existe também o [conceito do] Bem Viver (Buen Vivir), que é uma tradição andina que significa que o bem viver não é viver sempre cada vez melhor, à custa dos demais, e sim ter uma vida digna para todos. Ter comida, saúde para todos. O Papa falou sobre os 3 Ts – teto, trabalho e terra –, pois é algo similar.

Ele [Morales] conseguiu, claramente, um país melhor em muitos aspectos econômicos; nos últimos anos, houve um crescimento [econômico] de 5%, a pobreza extrema foi reduzida, foram feitas muitas obras de infraestrutura, estradas, as escolas melhoraram, a saúde, no entanto, falta muitíssimo por fazer.

Porém, com o tempo, Evo, que está em seu terceiro mandato, mesmo que tenha respaldo popular, porque já esteve com 60%, tenho a impressão de que se considerou um pouco como o líder, o salvador. E, agora, será realizado um referendo [neste domingo, 21 de fevereiro] para permitir que a Constituição mude e que possa candidatar-se não somente uma, mas duas vezes mais, até o ano de 2025, que é o ano de aniversário da independência da Bolívia.

Então, existe uma espécie de ânsia, de concentração de poder. Há, muitas vezes, contradições entre a linguagem oficial e a realidade, linguagem oficial de Evo como líder dos movimentos indígenas.

Na prática, houve agressão a estes movimentos, a exemplo de uma agressão há três anos, em Chaparina, e ainda ninguém foi punido. Defende a terra, mas queria entrar pelo território indígena, sem, no fundo, pedir permissão aos indígenas para explorar petróleo.

Fala-se também de um centro nuclear na Bolívia, que dizem que será para a saúde e coisas do tipo humanas, mas, realmente, também, quando os países civilizados como a Alemanha estão fechando as centrais nucleares, a Bolívia, que lidera esses movimentos em favor da Mãe Terra, criar um centro nuclear é contraditório.

Junto a isso, tem havido uma centralismo muito grande. A Justiça está corrompida totalmente e é dirigida quase toda pelo governo; há pressão sobre a liberdade de imprensa, processos contra jornalistas e, sobretudo, qualquer crítica ao governo é vista como fruto da Embaixada dos Estados Unidos.

Ou seja, é uma espécie de dualismo – se somos bons, ninguém pode nos atacar, os que nos atacam são do Império. Então, claro que isso gera descontentamento em muitos setores, como nas classes altas e médias, que são um pouco mais críticas, mas também em setores populares, que se sentem, muitas vezes, não compreendidos, não respeitados.

Assim, me parece um caso muito claro, no qual o Espírito, que atua nesse processo de mudança, em muitos aspectos positivos, de justiça, igualdade, respeito á terra, aos indígenas, mas está misturado. Não podemos ser tão ingênuos de pensar que esse é o reino de Deus na Terra e que Evo é o Messias, nem podemos pensar que Evo é o demônio, e que, portanto, tudo o que fez foi uma coisa demoníaca e que é  preciso aboli-lo.

O ideal seria que esse movimento, o que tem de positivo, fosse levado por outras pessoas, porque não é bom que um líder esteja permanentemente no poder; por outras pessoas que sigam o mais profundo e o melhor desse movimento, de justiça, etc, mas evitando a corrupção, o narcotráfico, com maior liberdade de expressão, eleições totalmente livres e imparciais, e que saibam dialogar.

O governo de Evo também já teve, muitas vezes, enfrentamento com setores da Igreja, não tanto com a Igreja de base, mas com os bispos. Com a vinda do Papa Francisco, eu creio que as coisas suavizaram. Evo disse que o Papa é seu papa, se abraçaram, mas creio que ele também manipulou a vinda do Papa como uma espécie de bênção para o seu governo, mas o Papa tampouco quer benzer governos. Creio que, no fundo, houve pelo menos uma diminuição da tensão e uma certa aproximação, mas é preciso ver como isso se desenvolverá.

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Para o teólogo, a imagem de Evo Morales no exterior é mais positiva da que tem, muitas vezes, no interior do país.

Adital: O senhor já declarou que “temos um Papa realmente cristão”. O que isto representa?

Codina: Creio que, para compreender o Papa atual, é preciso levar em conta duas coisas. Primeiro, que o Papa atual retoma o espírito do Concílio [Vaticano II], que suscitou João XXIII, e que foi um ato realmente pentecostal, uma irrupção do Espírito, que corta com toda uma tradição de milhares de anos, após a Igreja como unidade de Estado, a separação com o Oriente, com os protestantes, de negação da modernidade e que quer fazer outra imagem de Igreja, mais próxima dos pobres. Este é o espírito que se deu no Concílio, ouvindo as fontes autênticas e abrindo-se aos sinais dos tempos.

Após o Concílio, por uma série de motivos, essa relação de uns e, por medo, de outros foi se fechando. Praticamente, no final do pontificado de Paulo VI e, sobretudo, nos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI, este espírito do Concílio, mesmo que citado com muita frequência, na prática, foi sendo freado. Mais adiante, um bispo questionou se o Concílio havia de fato trazido algo de novo. Isto foi gerando uma época que se chama ‘inverno eclesial’, que contrasta com a ‘primavera conciliar’ de João XXIII.

Este ‘inverno eclesial’ alcançou sua máxima expressão negativa ao final do pontificado de Bento XVI, quando ele comparou a situação da Igreja à dos discípulos que estão em uma barca no lago, em plena tempestade, quando parece que a barca é inundada. Ele disse que também parece que a Igreja é inundada, com os escândalos sexuais, os escândalos na banca do Vaticano, e, ao final, vem esse gesto admirável e profético de renúncia. Creio que [Bento XVI] entrou para a história, sobretudo, por esse gesto valente, sábio e prudente de renúncia.

Então, temos que saber como está a situação da Igreja, nos últimos dois anos, pois a eleição de Francisco, vindo do fim do mundo e que traz a herança da Igreja latino-americana, está despertando uma nova primavera na Igreja, porque, no fundo, retoma o Concílio.

Com suas expressões próprias, porque não é igual a João XXIII e os tempos mudaram, retoma o Concílio e vemos todos os seus gestos de amor, de justiça, de suas palavras, de alegria do Evangelho, da Carta sobre a Terra, está abrindo ao mundo outra imagem de Igreja, outra imagem de Deus, misericordioso, uma Igreja de portas abertas, hospital de campanha, Igreja que sai às ruas. Isto está despertando uma alegria e esperança, não só da Igreja, como também de muita gente de boa vontade, que descobre outra imagem diferente da Igreja que havia conhecido até agora.

Adital: Existem outras lideranças fortes para suceder Evo?

Codina: Lamentavelmente, a oposição responde mais a um modelo neoliberal. Portanto, estão divididos. Além disso, responde a outro modelo anterior. Creio que aqueles sujeitos que seriam dentro do movimento de Evo, podemos dizer, que poderiam ser continuadores, foram marginalizados, de maneira que há um ou outro.

Vejo como uma das coisas graves, tanto que os camponeses, os cocaleiros, que são do mundo de Evo, porque ele é um sindicalista cocaleiro, disseram: “temos que pensar pós Evo. Evo não é eterno, temos que buscar um ‘Evito’, que continue as coisas positivas que fez Evo, porque ele não pode ser eterno”.

Ele leva um ritmo de vida, de trabalho, viagens, inaugurações, que eu creio que, por mais saúde que tenha, nos seus 50 e poucos anos, isto não pode se manter porque pode levar ao esgotamento total. Creio que é necessário buscar outras alternativas. Dentro do mesmo Movimento para o Socialismo [MAS], que é o partido que Evo lidera, é necessário buscar outras personalidades que sejam capazes de conduzir.

O que ocorre é que Evo realmente é um líder carismático, o que não é fácil de encontrar. Um líder carismático, indígena. Claro, mas Evo aproveitou tudo para se considerar um pouco chefe dos indígenas de toda a América Latina. Nesse sentido, eu penso que a imagem que Evo tem no exterior é mais positiva da que tem, muitas vezes, no interior, por essas contradições que apontamos.

Adital: O senhor já declarou que “temos um Papa realmente cristão”. O que isto representa?

Codina: Creio que, para compreender o Papa atual, é preciso levar em conta duas coisas. Primeiro, que o Papa atual retoma o espírito do Concílio [Vaticano II], que suscitou João XXIII, e que foi um ato realmente pentecostal, uma irrupção do Espírito, que corta com toda uma tradição de milhares de anos, após a Igreja como unidade de Estado, a separação com o Oriente, com os protestantes, de negação da modernidade e que quer fazer outra imagem de Igreja, mais próxima dos pobres. Este é o espírito que se deu no Concílio, ouvindo as fontes autênticas e abrindo-se aos sinais dos tempos.

Após o Concílio, por uma série de motivos, essa relação de uns e, por medo, de outros foi se fechando. Praticamente, no final do pontificado de Paulo VI e, sobretudo, nos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI, este espírito do Concílio, mesmo que citado com muita frequência, na prática, foi sendo freado. Mais adiante, um bispo questionou se o Concílio havia de fato trazido algo de novo. Isto foi gerando uma época que se chama ‘inverno eclesial’, que contrasta com a ‘primavera conciliar’ de João XXIII.

Este ‘inverno eclesial’ alcançou sua máxima expressão negativa ao final do pontificado de Bento XVI, quando ele comparou a situação da Igreja à dos discípulos que estão em uma barca no lago, em plena tempestade, quando parece que a barca é inundada. Ele disse que também parece que a Igreja é inundada, com os escândalos sexuais, os escândalos na banca do Vaticano, e, ao final, vem esse gesto admirável e profético de renúncia. Creio que [Bento XVI] entrou para a história, sobretudo, por esse gesto valente, sábio e prudente de renúncia.

Então, temos que saber como está a situação da Igreja, nos últimos dois anos, pois a eleição de Francisco, vindo do fim do mundo e que traz a herança da Igreja latino-americana, está despertando uma nova primavera na Igreja, porque, no fundo, retoma o Concílio.

Com suas expressões próprias, porque não é igual a João XXIII e os tempos mudaram, retoma o Concílio e vemos todos os seus gestos de amor, de justiça, de suas palavras, de alegria do Evangelho, da Carta sobre a Terra, está abrindo ao mundo outra imagem de Igreja, outra imagem de Deus, misericordioso, uma Igreja de portas abertas, hospital de campanha, Igreja que sai às ruas. Isto está despertando uma alegria e esperança, não só da Igreja, como também de muita gente de boa vontade, que descobre outra imagem diferente da Igreja que havia conhecido até agora.

Adital: O senhor já declarou que “temos um Papa realmente cristão”. O que isto representa?

nos, pois a eleição de Francisco, vindo do fim do mundo e que traz a herança da Igreja latino-americana, está despertando uma nova primavera na Igreja, porque, no fundo, retoma o Concílio.

Com suas expressões próprias, porque não é igual a João XXIII e os tempos mudaram, retoma o Concílio e vemos todos os seus gestos de amor, de justiça, de suas palavras, de alegria do Evangelho, da Carta sobre a Terra, está abrindo ao mundo outra imagem de Igreja, outra imagem de Deus, misericordioso, uma Igreja de portas abertas, hospital de campanha, Igreja que sai às ruas.

Isto está despertando uma alegria e esperança, não só da Igreja, como também de muita gente de boa vontade, que descobre outra imagem diferente da Igreja que havia conhecido até agora.

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Segundo Codina, o Papa Francisco, no fundo, retoma o Concílio Vaticano II, o que está despertando uma nova primavera na Igreja.

Adital: Para onde vai a Igreja? Quais os caminhos possíveis?

Codina: Em primeiro lugar, temos que evitar pensar que a Igreja é o Papa. Creio que o Papa quer que a Igreja vá por caminhos realmente novos, em torno do Evangelho, da misericórdia, de saída às ruas. Porém, o problema é que a Igreja não é o Papa, portanto, nem todos os bispos estão nesta lógica, nem muito menos os cristãos, que, muitas vezes, vivem com tradições muito antigas.

Creio que são grupos minoritários que, com o tempo, vão crescendo, que sintonizam com essa linha do Vaticano II. O Papa tem seus conflitos, como apareceu neste Sínodo [dos Bispos sobre a Família, em outubro de 2015], nunca se havia visto na Igreja cardeais que enfrentassem o Papa. Portanto, há uma oposição na Igreja, forte.

Os que cremos no Espírito pensamos que este [o Papa] trabalha por dentro e esperamos que essas linhas do Papa possam ser assumidas pelas pessoas da paz. Creio que a responsabilidade, agora, é ver como os grupos, paróquias, comunidades podem viver essa abertura que o Papa propõe.

O Papa escreveu uma encíclica sobre a Terra – a Laudato Si’, magnífica, mas, se continuarmos abusando da água e de outras coisas, por melhor que seja a Encíclica, as coisas não vão mudar. Se os governos não se engajam, tampouco. Portanto, se trata de que as pessoas tomem consciência de que tudo que há no fundo e que possam seguir esses caminhos abertos pelo Papa.

Adital: O que é a Pneumatologia e qual sua relevância?

Codina: É preciso explicar porque as pessoas pensam que é um estudo sobre os pulmões, confundem com a Pneumologia. Na realidade, a palavra vem do grego ‘neuma’, que significa ar, respiração, espírito. Então, Pneumatologia significa uma reflexão teológica, a partir da fé, sobre o espírito, sobre o que os cristãos chamamos de Espírito Santo. Não é tampouco uma novidade porque as pessoas estão acostumadas à Eclesiologia, sobre a Igreja, Cristologia, sobre Cristo, Mariologia, sobre Maria. Porém, a Pneumatologia não é tão conhecida.

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Victor Codina explica que a Pneumatologia é uma reflexão teológica sobre o que os cristãos chamam de Espírito Santo, e que este é invisível e atua dentro das pessoas.

Para entender a relevância da Pneumatologia, temos que entender que existem duas missões do Pai. Deus se dirige à humanidade com duas missões – a do Filho e a do Espírito. Há um escritor, padre da Igreja, no século II, Irineu, que explica dizendo que o Pai Eterno, Deus, tem duas mãos, a do Filho e a do Espírito. Com estas duas mãos, nos cria, nos conserva e nos leva ao reino. Então, todos sabemos sobre a mão do Filho, que se encarnou Jesus de Nazaré, e que, no seu tempo, puderam conhecê-lo, tocar, escutar.

Mas a mão do Espírito é muito diferente, é invisível e sequer tem um nome próprio. Usam-se nomes de imagens, como o ar, o fogo, a água, a pomba, mas a mão do Espírito não se encarna em ninguém. Assim, podemos dizer que o Espírito prepara a obra de Jesus, desde a hora da criação até chegar à encarnação de Maria, e guia a obra de Jesus, sobretudo, a partir do batismo, e será também o que ressuscitará Jesus. Por outra parte, Jesus, depois da ressurreição, já na cruz, em São João, dá o Espírito aos discípulos, para que eles sigam sua obra.

E como atua o Espírito? Atua de dentro das pessoas, dos grupos, das comunidades, de dentro dos movimentos, dos acontecimentos históricos. Portanto, o Espírito, embora não o vejamos, está presente na criação, nas pessoas, não somente dentro da Igreja, mas, sim, em todo o lugar. O Espírito preenche o Universo.

E o que faz o Espírito? Ajuda a nos abrir ao mistério de Jesus, ao mistério do reino e, portanto, a tudo que seja amor, justiça, verdade, luta pela dignidade humana, superação da morte, defesa da vida. Cuidado da criação, o amor, a alegria, tudo isto é fruto do Espírito.

Porém, a dificuldade está em que a mão do Filho não tem ambiguidades. Mesmo que as pessoas não o tenham reconhecido, Jesus era transparente, nos refletia o mistério do Pai e do Filho. Em contrapartida, o Espírito, como atua sem encarnar em ninguém e sim em cada uma das pessoas e grupos, está misturado com os erros, pecados, limitações humanas. Portanto, à vezes, não é fácil discernir o Espírito.

A pergunta é – como sabemos que um Espírito é Espírito Santo ou qualquer outro espírito? Diríamos que a mão do Espírito tem que confrontar-se com a mão do Filho e ver se está de acordo com o que Jesus disse e viveu. Assim, um espírito que vive no ódio, na violência, na morte, na destruição das pessoas, na humilhação, a não respeitar a igualdade dos gêneros, a não respeitar as culturas, as religiões, a não respeitar a Terra, este não é um Espírito Santo, não é o Espírito de Jesus.

E, por sua vez, tudo aquilo que fomente o amor, a justiça, a fraternidade, a alegria autêntica, a comunhão, a solidariedade, o respeito à Terra, aos mais pobres, a misericórdia, isto é o Espírito de Jesus, e prolonga o que ele fez na sua vida.

Adital: Então, se não é o espírito de Jesus, que outros espíritos seriam?

Codina: Pois diríamos que são espíritos maus. Estes são considerados os que trabalham em forma de demônio, com chifres e caudas, mas creio é preciso superar essa imaginação. Os espíritos maus são uma estrutura machista, guerra, armamento, tráfico de pessoas, a destruição da natureza, o sistema neoliberal que mata tudo, que está ocorrendo na Europa com os pobres imigrantes que ficam excluídos, tudo isto não é o Espírito de Jesus. Os espíritos maus são estruturas de mal e pecado contrárias à vida.

Portanto, um critério para saber se é um Espírito de Jesus ou espírito mau é se leva à vida ou à morte. Narcotráfico e feminicídio já se vê que isto não pode ser o Espírito de Jesus.

 
 Cristina Fontenele – Repórter.

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