Arcebispo chama ativismo LGBT de ‘vírus’ e é acusado de cometer crime de discriminação

“O reconhecimento das famílias diversas é uma distorção da coluna mesma da sociedade e o ativismo TILGB (Transexuais, Intersexuais, Lésbicas, Gays e Bissexuais) é um vírus que penetra o ordenamento jurídico do nosso país”. Esta declaração foi dada pelo arcebispo de Guayaquil, no Equador, Antonio Arreguí, e vem sendo motivo de repúdio por parte organizações do movimento social equatoriano.

Uma delas é a Associação Ateísta Equatoria (AAE), para quem as palavras do sacerdote são classificadas de “medievais”, a ponto de limitar o acesso á saúde, educação, emprego, cidadania e justiça à população TILGB.

“Nosso coletivo crê, firmemente, no artigo número 1 da Constituição da República do Ecuador, o qual manifesta que o Equador é um Estado laico e que, a partir dessa perspectiva, conhecemos, claramente, que esse tipo de declaração não pode influir no gozo dos direitos humanos, nesse caso, das populações da diversidade sexual”, declara o presidente da AAE, Gustavo La Mota.

Em primeiro lugar, na avaliação da entidade, o reconhecimento e a outorga de direitos civis às famílias diversas não podem ser qualificados de distorção, pois tanto as famílias tradicionais como as diversas coexistiriam sempre na humanidade e as duas são pilares da sociedade. Em segundo lugar, o qualificativo de “vírus” é considerado um insulto e uma clara discriminação para com as comunidades e os ativistas TLIGB.

A AAE acusa Arreguí de ter cometido crime de discriminação, de acordo com o artigo 176 do COIP [Código Penal] e do artigo 68 do meio de comunicação que o emitiu, para o caso da Lei Orgânica de Comunicação. A punição da conduta do arcebispo, defende a entidade, já teria um precedente legal, pois o Tribunal Eleitoral condenou o pastor Nelson Zabala com a perda de seus direitos políticos e multa de 3.180 dólares estadunidenses, durante a campanha para presidente e membro da assembleia em 2013, por suas sistemáticas declarações transfóbicas e homofóbicas.

“Apreciado monsenhor Arreguí, apelamos pela cordialidade e o respeito aos direitos humanos, o Equador é um país laico e dentro desse marco devemos fomentar uma sociedade inclusiva, respeitando a diversidade sexual. Esperamos que esse tipo de declaração cesse e que trabalhemos em conjunto pelo desejado “bem estar” para todas e todos os equatorianos”, assinala a entidade.

Fonte: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82377

 

Veja mais:

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>