Uma Carta Impaciente de Deus: Rivalidades bobas em religião

GuerrasReligiosasDe: Deus // Aos: Meus filhos da Terra
Assunto: Rivalidades bobas em religião

Este artigo foi publicado neste Site em 2009. Mas, devido ao dia de Oração pela Paza, de Papa Francisco e muitos líderes religiosos mundiais  de várias Religiões, em Assis, achamos oportuno republicá-lo hoje. – Se Deus é o Senhor da História, provavelmente ele promoveu ou, pelo menos, permitiu a multiplicidade de Religiões, como o fez em relação às Raças, Línguas, Culturas, etc. E, então, por que nós deveríamos ser exclusivistas e intolerantes?  (NdR)

Meus queridos filhos (acreditem, é isso que vocês são para Mim),

Eu me considero um indivíduo bastante paciente. Vejam só o “Grand Canyon”. Levou milhões de anos a ser o que é. E a evolução? Gente, nada há mais lento do que planejar a sucessão de toda essa coisa darwiniana, célula por célula, gene por gene. Fui paciente inclusive com as modas, civilizações, guerras e maquinações de vocês e com os incontáveis rumos onde me deram por garantido, até ao momento em que se engalfinharam, vezes sem conta, em enormes confusões. Mas, nesta data do aniversário do meu Filho, quero falar-lhes de algumas coisas que começam a enervar-me.

Antes de mais nada, as rivalidades religiosas que existem entre vocês, Me fazem subir pelas paredes. Chega! Entendam uma coisa: essas são as suas religiões, não as minhas. Eu estou além de todas elas. Cada uma dessas religiões atesta que, de Mim, só existe um, um único (o que, digamos, é absolutamente verdadeiro). Mas, logo a seguir, cada uma delas garante ser a minha preferida, alegando que a sua bíblia foi escrita pessoalmente por Mim e que todas as outras são obra humana. Ai de Mim! Como é que poderei pôr fim a tão embaraçoso dislate?
Ouçam! Eu sou Pai e Mãe de todos vocês e jamais me passou pela cabeça ter favoritos entre os meus filhos. Além disso, detesto ter de confessar que não escrevo. A minha caligrafia é horrível e, afinal de contas, Eu fui sempre, antes de tudo, um “executor”. Então, todos os livros de vocês, inclusive bíblias, foram escritos por homens e mulheres, pessoas inspiradas, sem dúvida, pessoas extraordinárias, mas que, aqui e acolá, também erraram. Eu mesmo cuidei disso, a fim de que vocês nunca confiem mais na palavra escrita do que em seu coração vivo.

Vejam bem: para Mim, o ser humano, mesmo o vagabundo, vale mais que todos os livros sagrados do mundo. Eu sou simplesmente assim. O meu Espírito não é um ser histórico, vive aqui mesmo, agora, tão novo como o seu próximo sopro.

Livros santos e ritos religiosos são sagrados e poderosos, mas não mais do que o último de vocês. Eles têm o único propósito de os guiar na direção certa e não de suscitar eternas discussões entre vocês, nem, com certeza, de fazer com que deixem de confiar na ligação pessoal que têm comigo.

E isso me leva a outro ponto: o da idiotice que é agirem, como se Eu, para Me defender ou para “conquistar almas” para Mim, precisasse de vocês e das suas religiões. Por obséquio, não me queiram fazer favores. Eu sou bem capaz de cuidar de Mim! Não preciso que vocês Me defendam, nem que façam de Mim um eterno credor. O que Eu quero é só isto: que vocês sejam bons uns com os outros.
E outra coisa: Eu jamais me aflijo com assuntos de dinheiro ou política. Então, parem de envolver o meu nome em seus dramas. Por exemplo, juro por Mim que nunca ameacei Bin Laden. Nunca andei em nenhum dos Rolls Royces da Rainha da Inglaterra. Nunca disse à senhora Hilary Clinton para se candidatar a presidente. E jamais tive qualquer conversa com George Bush, Tony Blair ou Sadam Hussein! É claro, no dia do Juízo Final, pretendo fazê-lo.

A questão é esta: quero que vocês deixem de conceber a religião como sinal de lealdade para comigo. O verdadeiro objetivo das várias religiões é que vocês Me possam conhecer melhor, e não vice-versa. Acreditem em Mim: Eu já os conheço. Sei o que se passa em cada um dos seus corações e amo-os sem reservas. Alegrem-se e desfrutem de Mim. É principalmente para isso que a religião serve.

Vocês parecem esquecer quão misterioso sou. Olham para as poucas e insignificantes diferenças existentes nas suas escrituras e dizem: “Bem, se isto é a verdade, aquilo não o pode ser”! Mas, em vez de tentar entender os meus paradoxos e a minha insondável natureza, – coisa que, aliás, jamais conseguirão – por que não abrem os seus corações àquilo que permeia e é comum a todas as religiões?

Vocês sabem de que falo: amem e respeitem todo o mundo. Sejam amáveis. Mesmo que a vida se apresente assustadora ou confusa, tenham coragem e mantenham o bom humor, porque Eu estou sempre com vocês. Aprendam a ficar calmos, para que possam escutar o meu silêncio, a minha voz baixa (Eu não gosto de gritar). Façam do mundo um lugar melhor, vivendo a vida com dignidade e galhardia, porque vocês são meus filhos.

 

Não retenham nada da vida, porque a parte de vocês que é mortal, há de morrer certamente, e a que não é, não morrerá. Por isso, não se preocupem, sejam felizes! É simples. Por que é que vocês teimam em complicar tudo? Parece andarem sempre à procura de um pretexto para se indisporem. E eu estou verdadeiramente cansado de servir de justificação principal para tudo isso.

Acham porventura que me importo, se me chamam Javé, Jeová, Alá, Brama, Pai, Mãe ou até O Vazio ou Nirvana? Acham que levo em conta se vocês se sentem mais unidos a um dos meus Filhos Especiais: Jesus, Maria, Buda, Krishna, Maomé ou quaisquer outros? Podem nomear-me a Mim e aos meus Amigos Especiais com os nomes que quiserem, desde que cumpram a minha vontade, a de se amarem uns aos outros, como Eu os amo. Como é que vocês negligenciam uma coisa tão simples?

Não lhes digo que abandonem as suas religiões. Estimem-nas, honrem-nas e aprendam delas, justamente como estimam, honram e aprendem de seus pais. Mas andarem por aí a dizer a todo o mundo que os seus pais são melhores que os dos outros?! A religião de cada um, tal como seus pais, pode ocupar sempre o melhor lugar em seus corações. Isso não me preocupa. Mas não quero que combinem todas as Grandes Tradições numa Única e Monumental Miscelânea.

Cada religião é única por alguma razão. Cada uma tem um estilo único, para que as pessoas possam achar nelas seu melhor caminho. Mas os Meus Filhos Especiais – que as suas religiões seguem por todo o lado – todos eles vivem no mesmo lugar (o Meu Coração) e se entendem perfeitamente bem, posso garantir-lhes. O clero tem de deixar de criar um mito de rivalidade fraterna onde não existe.

Meus Abençoados Filhos da Terra, o mundo ficou demasiado pequeno para a sua sutil intolerância e confusão religiosa. Todo o planeta se acha conectado por viagens aéreas, satélites, telefones, fax, concertos de rock, doenças, necessidades e preocupações mútuas. Segue segundo está programado!

Se vocês realmente Me querem ajudar a celebrar o aniversário de Meu Filho Jesus, então comprometam-se em projetos como o de alimentar os famintos, vestir os nus, proteger os que são explorados e dar abrigo aos pobres. E é igualmente importante que façam de suas vidas de cada dia um claro exemplo de bondade e bom humor. Eu lhes dou todos os recursos indispensáveis, caso vocês abandonem seus medos recíprocos e comecem a viver, a amar e a rir juntos.

Finalmente, Meus Filhos de todo lugar, lembrem Aquele cujo nascimento celebram no dia 25 de dezembro, e a intrepidez com que Ele escolheu viver e morrer. Como O amo a Ele, assim amo cada um de vocês. Eu não estou verdadeiramente chateado; queria simplesmente chamar-lhes a atenção, porque detesto vê-los sofrer.

Mas Eu dei-lhes uma vontade livre. Então que outra coisa posso fazer agora senão procurar influenciar vocês por meio da razão e da persuasão? Quero simplesmente que vocês sejam felizes e Eu manter-me-ei escondido. Mas – juro-o – estou realmente sempre com vocês. Sempre! Confiem em Mim!

Seu Uno e Único,

DEUS.

(Extraído de Cross Reference, Austrália, dez. 2005, publicação do Movimento dos Padres Católicos Casados Australianos. Traduziu e adaptou Irene e Luís Guerreiro).

 

Fonte: http://www.padrescasados.org/archives/235/uma-carta-impaciente-de-deus/

2 comments to Uma Carta Impaciente de Deus: Rivalidades bobas em religião

  • Mangoni

    Fantástico. Como dizia Dalai Lama, “a melhor religião é a que nos faz melhores”. Se pensássemos mais nisso, talvez olharíamos mais para a terra do que para o céu, pois é ao nosso lado que está a imagem e semelhança de Deus. Mas, é mais fácil olhar para o céu, ele pouco nos incomoda. MAs o irmão, o semelhante… Parem com sacrifícios o que eu quero é a misericórdia. Quem sabe um dia saberemos ouvir isso. E como diz Gandhi: “A vida não é uma pergunta a ser respondida, mas um mistério a ser vivido”. Por isso tenho medo dos quem muitas certezas sobre Deus e não deixam espaço para o mistério, pois ter certezas demasiadas sobre Deus é um caminho muito seguro para a idolatria, on de Deus terá a a nossa cara, e protegerá nossa instituição, e não a vida. Parabens pelo artigo.

  • RICARDO COSEANO

    HERMANOS PERTENEZCO A LA PARROQUIA DE SANTA CRUZ EN LA CAPITAL FEDERAL DE LA REPUBLICA ARGENTINA. INTEGRO UNA ( LA MAS ANTIGUA ) DE LA 21 COMUNIDADES DE BASE DE LA PARROQUIA, ESTOY INCORPORADO A LA RED DE COMUNIDADES ( ESPAÑA Y AMERICA) Y LOS APOYO Y COMPARTO SUS DECISIONES. EN LA ARGENTINA TENEMOS COMO MAESTRO A MONSEÑOR PODESTA.
    RESPECTO A ARTICULO DEBERIAMOS SECARNOS DE ENCIMA ESAS PESADAS CAPAS DE SOBERBIA Y DEJAR DE UTILIZAR A DIOS SEGUN NUESTROS INTERESES. LO UNICO IMPORTANTE AMAR A DIOS AMANDOME Y AMANDO AL PROJIMO. LO DEMAS ESTA POR DEBAJO.
    DESDE BUENOS AIRES, LOS ABRAZA EN JESUS, RICARDO

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