Vaticano processa o teólogo basco José Antonio Pagola

Forte polêmica interna na Hierarquia vaticana e espanhola sobre o livro:

Jesus. Aproximação Histórica.

Com fortes inimigos e fortes apoiadores entre teólogos, bispos e cardeais (Veja aqui!), este livro, já editado em língua portuguesa (Veja aqui), tanto em Portugal como no Brasil (Editora Vozes), tem tudo para alimentar uma boa fogueira no coração da hierarquia e, exatamente sobre Jesus histórico.

Será, como bem diz o teólogo José Maria Castillo, o Vaticano, a Cúria Romana, tem medo do Evangelho nu e cru, sem uma interpretação domesticada, como se o Povo de Deus fosse criança a proteger da Verdade Inteira?

“Aproveito essa ocasião para insistir, mais uma vez, que o livro de Pagola, sobre Jesus, é excelente. E o que a recente decisão dos bispos vem nos dizer é que esses homens têm medo do Evangelho. Só admitem e suportam o “evangelho domesticado” por eles mesmos, o que lhes convém, o que tolera o seu desejo de mandar. Inclusive naquilo que Jesus disse e fez. Eles têm autoridade para dizer o que é contrário à fé da Igreja. Mas, no livro de Pagola, não há nada, absolutamente nada, que seja contrário ou atente contra a fé cristã e católica”. – diz José Maria Castillo (veja aqui)

João Tavares

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=40969
 
A Congregação para a Doutrina da Fé, originalmente chamada Sagrada Congregação da Romana e Universal Inquisição, abriu um processo contra o livro Jesus. Aproximação Histórica (Veja Aqui!) , do teólogo basco José Antonio Pagola, para estabelecer se está de acordo com a doutrina da Igreja, apesar de que a edição revisada da obra, a nona, leva o “Nihil Obstat” (nada obsta) e o Imprimatur do ex-bispo de São Sebastião, Juan María Uriarte.

A reportagem é de Pedro Ontoso, publicada no jornal El Correo, 30-01-2011. A tradução é de Anete Amorim Pezzini.

 
A iniciativa de Roma ocorre mais de três anos depois que o trabalho foi posto à venda nas livrarias, e tem sua origem nas pressões do núcleo mais reacionário da Conferência Episcopal Espanhola, que já publicou uma nota contra o conteúdo do livro.

Alguns meios de comunicação interpretaram que a iniciativa de Roma iria na linha de retirar o “Nihil Obstat” do prelado basco, que há dois anos provocou um forte mal-estar em um grupo reduzido de bispos, irritados porque Uriarte avalizara uma obra que está no mira dos guardiões da ortodoxia. No entanto, instâncias conhecedoras do assunto asseguram que o objetivo não é Uriarte, mas Pagola, a quem se deseja impedir por sua vinculação com José María Setién, de quem foi vigário geral durante muitos anos.

A tese da perseguição é endossada todos os meses com apresentações da hierarquia. No último trimestre do ano, Pagola foi vetado pelo Bispado de Santander em umas jornadas de sua Aula de Teologia. Agora, segundo El Correo pôde saber, a partir doArcebispado de Madri chamou-se à ordem o Bispado de Getafe por conceder o “Nihil Obstat” e o Imprimatur – levam a assinatura do chanceler e do vigário geral – ao último livro do teólogo basco O Caminho Aberto por Jesus. Mateus (PPC), primeiro volume de uma série sobre os evangelhos.

Segredo Pontifício
Roma não anuncia de maneira pública a abertura de um processo com essas características, que se rege pelo segredo pontifício. Sabe-o o próprio interessado,Pagola; sabe-o o bispo de sua diocese, José Ignacio Munilla, e sabem-no o presidente da Conferência Episcopal Espanhola, o cardeal Rouco Varela e, naturalmente, o núncio da Santa Sé em Espanha, Renzo Fratini, que já tem reivindicado novas informações.

Aqueles que estão familiarizados com o funcionamento da máquina do Vaticano asseguram que agora se abre um período longo e lento durante o qual o antigo Tribunal do Santo Ofício falará com seus consultores ─ conta com um colégio de 33 especialistas ─, pedirá novos relatórios e passará ao interessado um questionário para responder a um rosário de perguntas e acusações.
“Mesmo que tenha mudado três vezes, o nome da Congregação, os processos seguem sendo inquisitoriais”, sustentam as mesmas fontes, porque os atingidos nem sequer sabem de que se os acusam, não sabem quem são seus censores e não podem preparar sua defesa.

Roma começa do zero, agora de uma maneira formal. Na verdade, o Vaticano já tomou conhecimento dos relatórios prévios sobre a obra. A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Espanhola emitiu uma nota em junho de 2008 em que desqualificava o livro de Pagola, embora não o condenasse.
Não obstante, em outro relatório, o de “número dois”, da Congregação do Vaticano, o maiorquino Luis Francisco Ladaria era favorável à publicação do vigário de São Sebastião. Agora, o grupo contrário a Pagola ignorou a Ladaria para que o próprio presidente da potente e temida Congregação, o cardeal norte-americano Willian Joseph Levada, envolva-se diretamente no assunto.

O certo é que na Cúria do Vaticano a obra não passou despercebida. Pode-se comprar o “Jesus …” de Pagola na mesma vizinhança da Praça de São Pedro, nas livrarias da Via da Conciliação, por onde passeiam diariamente os membros da Santa Sé e das conferências episcopais e os institutos religiosos que visitam Roma. E o livro conta com seus detratores e seus apoiadores.
Nesse cenário, que cada vez se parece mais com as intrigas romanceadas dos bestsellers de moda, não passou despercebido o apoio significativo que o cardeal Gianfranco Ravasi, um peso pesado do Vaticano, proporcionou à obra. O purpurado influente, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, acaba de recomendar o livro de Pagola na revista italiana Il Sole 44 Hore, na qual ele escreve regularmente.

Renomado estudioso bíblico, Ravasi considera a obra como um estudo muito valioso para guiar os leitores leigos no conhecimento da história de Jesus. O ministro de Cultura do Papa fala literalmente em seu artigo de “o modo mais transparente para guiar o leitor não técnico”.
Ravasi goza de grande reputação. De estilo aberto e conciliador, relacionou-se com ocardeal Martini, quando Ravasi era o responsável pela Biblioteca Ambrosiana de Milão. “É um novo Martini”, aventura um vaticanista que elogia, no mesmo plano, o arcebispo napolitano Dom Bruno Forte. Portanto, o apoio de Ravasi não é um apoio qualquer. Alguns analistas consideram que o cardeal italiano pode atuar nesse sentido com a intenção de provocar um curto-circuito na operação da Congregação da Fé, o que significaria uma pulsação na Cúria do Vaticano em torno de uma obra já traduzida para sete idiomas.

O artigo de Ravasi não sentou bem no sinédrio da hierarquia espanhola que persegue o livro de Pagola, e na qual se situa Demétrio Fernandes, hoje bispo de Córdoba, que já iniciou uma cruzada contra o livro a partir do palácio episcopal de Tarazona, e ao porta-voz da mesma Conferência, o jesuíta Juan Antonio Martínez Camino. Na verdade, uma iniciativa de diálogo com os não crentes ─ conhecida como “Pátio dos Gentios” ─, que teria Ravasi como protagonista em Madri por intermédio de uma publicação religiosa, foi congelada por instâncias eclesiásticas de alto nível.

Alheio ao processo inquisitorial, o livro segue vendendo. Uma vez retirada das livrarias a nona edição, a que tinha o Imprimatur do monsenhor Uriarte, ainda restam alguns exemplares, embora seja cada vez mais difícil encontrá-lo em Espanha, quando antes era um poço sem fundo. A livraria diocesana de Bilbao, Jakimbide, tem meia centena de pedidos do livro em lista de espera.

Fontes da editora PPC asseguraram a este jornal que a obra está em processo de descatalogação e “já não está em circulação”, porque não se imprimiram mais exemplares nas tipografias do grupo SM, o qual não dispõe de estoque do livro em seus armazéns. “Se é uma obra que ainda está vendendo e não foi condenada, por que isso acontece somente em Espanha?”, perguntam-se não poucos observadores eclesiásticos.
Uriarte e Pagola reuniram-se em um hotel de Palencia com um biblicista e um teólogo para revisar a obra

A perseguição ao livro de Pagola produziu-se em um momento especial da Igreja espanhola, que vigia a partir de grandes atalaias a doutrina oficial e persegue os autores mais críticos e livres, em um assédio moral sem precedentes ao pluralismo teológico. Três anos depois da publicação do livro, em setembro de 2007, a maioria das editoras católicas cedeu às pressões e admitiu a censura prévia para evitar maiores males. Até as obras mais inocentes já levam o “Nihil Obstat” de um bispo, de um vigário-geral ou de um chanceler diocesano.

Os ataques contra Pagola estão apadrinhados por um setor forte e influente da Conferência Episcopal Espanhola, que atacou o livro apenas três meses depois de sair nas livrarias e comprovar que tinha um sucesso sem precedentes. O primeiro que abriu o fogo foi Demetrio Fernández, então bispo de Tarazona. O prelado qualificou a obra de “ariana”, e acusou o teólogo basco de deturpar Jesus.

Essa posição foi secundada por Luis J. Argüello, vigário de Valladolid, pelos teólogosJosé María Iraburu e José Antonio Sayés, e por José Rico Pavés, diretor do Secretariado da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé. Rico, agora muito bem situado para ter acesso à mitra, acusou Pagola de fazer estragos com seu livro em considerações que logo se converteram em nota oficial do Episcopado, com o apoio de sua Comissão Permanente.

O próprio Pagola respondeu em bloco ao “grupo de Tarazona” em uma reflexão de cinquenta folhas intitulada “A Verdade nos Libertará”, em que defendia seu trabalho e desmontava as acusações. Mas a campanha contra Pagola tornou-se pior. Mobilizado pelos duros ataques, monsenhor Uriarte, que nesses momentos administrava espaço tranquilo na diocese de São Sebastião, adotou uma postura valente e envolveu-se pessoalmente na tensão que se liberava entre Pagola e o núcleo mais conservador dos bispos.

Uriarte contatou com especialistas credenciados na matéria, Santiago Guijarro, biblicista de grande prestígio, e Santiago de Cura, membro da Comissão Teológica Internacional, assim como com um bispo teólogo, e pediu-lhes uma peritagem na obra.Uriarte, Pagola e os dois Santiagos tiveram um encontro em um hotel de Palenciapara discutir o assunto. O biblicista e o teólogo foram aceitos por Ricardo Blázquez, então presidente da Conferência Episcopal, e ratificados por Rouco, quando ele voltou à chefia do Episcopado. Fernando Sebastián, ex-arcebispo de Pamplona, também foi consultado, embora tenha dado uma evasiva.

Retirado do mercado
Pagola concordou realizar uma releitura de seu trabalho, esclarecendo a natureza de seu livro e introduzindo modificações para dissipar interpretações. Com a peritagem dos especialistas, que não encontraram no texto revisado nenhuma afirmação que contradissesse o núcleo essencial da fé em Cristo, o censor elaborou um parecer no qual assegurava que não havia nenhuma afirmação que se desviasse da fé e dos costumes da Igreja.

Terminado esse processo, o bispo envolveu-se e fez seu o “Nihil Obstat” do censor e concedeu o Imprimatur à obra. Até então, a comissão episcopal da Doutrina da Fé já tinha elaborado uma nota “de esclarecimento” em que criticava o trabalho de Pagola e denunciavam-se seis erros metodológicos.
O apoio de Uriarte não foi uma santa mão. Os inimigos do livro começaram a clamar para o céu e puseram-se a manobrar na terra. Enviaram a obra a Roma e, por intermédio de fortes pressões, conseguiram que a editora PPC ordenasse a retirada dessa edição abençoada por Uriarte de todas as livrarias, o que gerou uma ampla contestação em setores eclesiásticos.

O grupo SM, vinculado aos marianistas, considera que havia cumprido seu compromisso com o livro por meio do enorme esforço publicitário que realizou em seu lançamento, e que defendeu desde o princípio. SM, que já tivera problemas com o Episcopado por editar um manual de Educação para a Cidadania em plena guerra sobre o assunto, e um texto pioneiro intitulado Descobrir o Islã, viu-se obrigado a atuar com cautela, pois forças muito poderosas, com capacidade para represálias, já tinha tentado deixar o grupo fora do jogo.

Um missionário basco traduziu a obra para o japonês
O livro Jesus. Aproximação Histórica foi traduzido para sete idiomas. Seu conteúdo pode ser lido em italiano, em inglês, em português, em catalão e em eusquera. Tem sido um grande êxito de vendas, um autêntico bestseller para uma obra destas características, as que custam a furar seu círculo mais imediato de interessados em Religião, e agora é vendido em Roma, em Lisboa e em Buenos Aires. Foram feitas nove edições e é pirateada na Internet.

A edição revista pelo próprio autor depois das primeiras pressões e que quase se esgotou em castelhano, ainda é vendida em eusquera e em catalão, da qual se têm feito várias reimpressões. Logo estará nos Bálcãs, em língua croata, e, nesta próxima primavera, com as amendoeiras em flor, chegará aos confins mais orientais: um missionário basco o traduziu para o japonês.

 
Para ler mais:
Jesus de Nazaré. Humanamente divino e divinamente humano – Revista IHU On-Line 336
Vaticano analisa o livro de Pagola sobre Jesus
Cardeal Ravasi ”abençoa” Pagola e seu livro
”Jesus pode ser um desafio muito perigoso para a Igreja atual”. Entrevista com José Pagola
Brigando por Cristo. Controvérsias sobre o livro de Pagola
Dom Uriarte: ”É um obra honesta e documentada”
O segredo de um fascinante galileu
O basco Pagola e o norte-americano John P. Meier
Pagola. Roma quer ‘esfriar’ a polêmica
”Pagola é honesto em sua aproximação histórica”
Bispos espanhóis censuram o livro ”Jesus” do teólogo José Pagola
Em defesa do livro ”Jesus” de José A. Pagola
José Antonio Pagola: ”A tarefa urgente da Igreja atual é voltar a Jesus”
‘O poder da Igreja de hoje me dá pena e coragem’, diz teólogo espanhol

33 comentários para Vaticano processa o teólogo basco José Antonio Pagola

  • Edmar Ferreira Ferraz

    Eu li o livro “Jesus – Aproximação Histórica”. Gostei muito, de verdade! Tocou meu coração, mente e espírito. Renovou minha fé, aproximou-me de Deus, de Jesus e da Igreja (por incrível que pareça… já que a Igreja, a oficial, só tem me dado motivos para afastar-me dela…) e me deu a certeza de que o Cristianismo ainda tem muito a oferecer ao mundo, às pessoas, à História e ao futuro da vida na Terra.

  • giba

    Parabéns, Edmar, por sua descoberta a verdadeira igreja de Jesus Cristo!
    Giba

  • Celso Franco de Oliveira

    Eu sempre percebi o Jesus assim, fantástico Pagola!
    Dom Celso Franco de Oliveira, Bispo Emerito da IEAB

  • Tadeu Colares

    Ainda não li o livro, mas pela temática levantada, logo irei comprá-lo.
    A Igreja Católica, lei-se VATICANO, precisava de uma sacudidela semelhante a de Lutero, menos na divisão. Sacudidela, refiro-me à novas ideias e contra a presunção de que o Espirito Santo só “baixa” na mente dos que se vestem de “vermelho” ( nada a ver com o vermelho marxista)e a ideia de que a História de Jesus é algo como uma propriedade intelectual vaticana.

  • giba

    Muito certo seu comentário, prezado Tadeu.
    Giba

  • giba

    Legal, Dom Celso. Pagola merece seu apoio.
    Giba

  • Margrith

    Estou tendo Teologia para Leigos na nossa Paróquia
    E neste mes de Março, estudaremos juntamente com um Frei
    o livro Jesus Aproximação Histórica
    Estamos no cap.4 e esta sendo maravilhoso
    Espero me tornar uma católica mais ardente agora

  • giba

    Excelente projeto o seu, Maegrith!
    Torço pelo êxito de seus estudos e de seu projeto de vida.
    Giba

  • Armelinda Colombo

    Livro maravilhoso!!! Nos aproxima mais de Jesus Cristo!!!
    Recomendo que todos leiam este maravilhoso livro!!!
    Parabéns pelo projeto!!!

  • giba

    Armelinda, você tem toda razão.
    Agradeço seu comentário.
    Giba

  • Irmã Deonice FC

    O livro é ótimo, tenho usado como inspiração em minhas palestras, geralmente as pessoas pedem a bibliografia, já tenho presenteados amigos que elogiaram muito os textos e usam para aprofundar a vida de Jesus.É preciso avançar em nossos conceitos!

  • giba

    Parabéns, Irmã Deonice, pela sua visão teológica e por seu trabalho evangelizador.
    Giba

  • Herminio Bernasconi

    O Livro do Pagola é maravilhoso, nos apresenta um Xto real, humano que podemos admirar e amar. É atualmente meu objeto de presente à amigos, bispos, padres, religiosos e leigos e só recebo plena aprovação de todos. Herminio – Manaus – Brasil

  • Herminio Bernasconi

    livro maravilhoso.. só nos faz bem…. Herminio

  • giba

    Hermínio, se você for a Fortaleza leve o livro. Queremos vê-lo.
    Gica

  • giba

    oi, oi, oi, quem sabe vem um de presente para mi???
    Gilberto Gonzaga
    Av. Gov. Celso Ramos 1835
    Centro
    88210-000 – Porto Belo – SC

  • Grego

    Ganhei do meu amigo Hermínio e entre as centenas de livros que li, de todos os gêneros, esse é um dos mais cativantes, aconchegantes que traz a figura de Jesus por uma visão real e não “ficciosa”, cinematográfica e romanizada.

  • João Tavares

    Está aí uma boa “guerra”.
    Entre quem quer calar e/ou domesticar a inteligência e a consciência dos cristãos e ter o monopólio de Jesus (Vaticano e Episcopado espanhol)e quem quer afirmar o direito à liberdade, ao pluralismo teológico e metodológico.
    Que falta faz uma boa leitura de Paulo quando, em Gálatas e Romanos, defende com coragem a LIBERDADE DOS FILHOS DE DEUS contra a prisão da LEI imposta com mão pesada pelos chefes religiosos daquele tempo…
    E das palavras fortes de Jesus quando afirma que veio trazer o fogo e a espada…
    Nestes dias descobri na Universidade de Coimbra, a tradução portuguesa do livro, VATICANO,VIA COL VENTO,Traduzido em francês com o título LE VATICAN MIS A NU e, em Português, O VATICANO CONTRA CRISTO.
    Dá para entender bem melhor o clima da Corte Vaticana onde, com certeza, Jesus não gostaria de morar e tomaria sérias providências de reforma radical.

  • giba

    Beleza de comentário, João!
    Giba

  • giba

    Tem toda a razão, Grego.
    Giba

  • Alexandre

    Muito interessante o livro “Jesus – Aproximação histórica” de Pagola e que foi publicado no Brasil pela Ed. Vozes. Gostaria de saber do irmão João Tavares como obter o outro livro indicado por ele sobre o Vaticano em português. Um abraço fraterno a todos.

  • giba

    Alexandre, estou encaminhando ao João Tavares sua consulta.
    Giba

  • Fabio de Mattos

    Que bom que as pessoas publicam livros que atraem o mundo para Jesus – apreciando muito os místicos eu li o Poema do Homem Deus, de Maria Valtorta, em sua edição inglesa, maravilhosamente traduzido. Para uma aproximação com Jesus e o universo palestino daquela época, recomendo vivamente. Obrigado por seu blog.

  • Fabio de Mattos

    Esqueci de dizer que existe em portugues, chama-se “O Evangelo Como Me Foi Revelado”. Sds.

  • Jardel Reis

    Queridos…

    Não devemos radicalizar, igualmente como alguns conservadores o estão… Estou lendo o livro e estou surpreso positivamente. Porém devemos olhar o lado da igreja, que amo incondicionalmente. Temos que entender que existe sim um excesso de zelo com os mais simples e humildes, que podem se escandalizar sim, com algumas colocações. Minha esposa, a quem comentei alguns relatos do livro, não gostou. É natural, precisamos dar liberdade para ter liberdade. Lembro que estamos lidando com a igreja de Jesus, que nunca a abandonou, mesmo nos momentos mais difíceis e sombrios. Não a demonizem pela postura de alguns. Temo que estamos passando um desses momento difíceis da humanidade, e que precisamos manter a calma e a perseverança na “barca de Pedro” com temperança, pois Jesus não prometeu um mar calmo, mas a chegada certa.

    Abraços,

  • Adriano Sumbavela Calimi

    O livro é bastante interessante: de um conteúdo tão relevante, que oferece a figura de Jesus, e dum estudo desde o ponto de vista da teologia bíblica, o autor utiliza uma linguagem clara e de fácil acesso, seja para o leitor técnico, como para o não técnico.
    A mim, chamou-me bastante atenção ler e perceber um Jesus nú, evidentemente no bom sentido. Descobri um Jesus de todos, para todos e que, de jeito nenhum, exclui, seja a quem quer que for. Na verdade é isso mesmo: Jesus é o presente de Deus para a humanidade, para todo homem e mulher, não importa sua condição e seu credo. Esta abordagem do autor, não suscita a origem dum relativismo religioso, pelo contrário: faz com que o desígnio salvífico de Deus não seja propriedade de nenhum credo, mas presente a todo o homem e mulher aberto à mensagem do Reino.
    Parabéns pelo trabalho, Pe.Pagola!

  • luiz alexandre estrella

    Sem dúvida, este foi o livro que mais me ajudou a compreender Jesus. Sou , desde a adolescência, leitor dos Evangelhos e atento ouvinte da homilias nas missas!
    Não consigo ver uma linha ou palavra que leve este livro, seu autor, e o Bispo de San Sebastian,
    a uma condenação por Roma.
    Ele cita que quer uma Igreja que resgate Jesus, e que o insira no seu seio novamente. Enfim, uma Igreja em que Jesus se torne o único sentido para sua existência.
    Obrigado Pagola, vá em frente!

  • Paulo Bianchi

    O livro é bom. eu o li há 3 anos quando fiz um curso de Teologia para Leigos. Precisamos ter o cuidado de respeitar cada teólogo. Quem já leu Harnack , não fica escandalizado. O que a Santa Igreja quer é manter o Depósito da Fé. Jesus é o Filho de Deus!!

  • osvaldo costa

    Estou lendo e refletindo muito na leitura de “Jesus aproximação histórica” de Pagola. Trabalho maravilhoso em reflexão, pesquisa e transmissão da verdade pronunciada por Cristo. Estou me aprofundando muito na mensagem evangélica e aprendendo muito mais do que aprendi na teologia e nas reflexões evangélicas diárias em toda minha vida.Obrigado Pagola pelo imenso presente e oportunidade de conhecer muito mais Jesus Cristo. Recomendo a leitura a todos que desejam viver melhor e mais na autenticidade cristã.O livro realmente mostra o Cristo como o Caminho,a Verdade e a Vida.

  • Maria da Penha Fernandes da Cruz

    O Pároco da Minha igreja me recomendou. Acabo de ler todos os comentários acima e estou mais ansiosa ainda por ler este livro. A verdade é que, mesmo sem ter lido, posso afirmar que o “Jesus” que eu sinto e conheço difere daquele que me foi apresentado pela igreja. É bom registrar que SOU Cristã Católica Apostólica Romana mas sou um ser que pensa.

  • luz

    Já vou em busca desse livro.Depois posto aqui minhas impressões.

  • Wagner Andriola

    A obra é riquíssima em detalhes históricos, sociológicos, culturais e, o mais importante, em aspectos teológicos. O Jesus retratado não perde sua dimensão sacra. Ao contrário, tem essa dimensão fortalecida pela opção de defesa dos mais pobres, dos despossuidos pelo Estado, dos humilhados e dos marginados pela elite. O Jesus retratado por Pe. Pagola é o único e autêntico filho de Deus, em toda a sua divindade e humanidade posta a prova e “desnudada” pela excelente narrativa. Trata-se de uma obra que antecipou em alguns anos a opção do nosso atual Santo Padre, o Papa Francisco, em retornar a Santa Igreja as suas origens, qual seja, a de ser uma opção santificada que todos os homens tem para adentrar o Reino de Deus, usando comportamentos e discursos humildes, próximos dos mais necessitados. Felicitações pela obra, que e’ clara como o Sol e compreensível como as parábolas de Nosso Senhor Jesus Cristo.

  • juliano cesar de oliveira

    Uau! Que história!
    Ótimo texto de resenha. Meus parabéns! Amei a maneira que vc usou para se expressar, me fez se interessar pelo livro….mas vc já leu o livro reverso… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história…..acesse o link da livraria cultura e digite reverso…a capa do livro é linda ela traz o universo como tema.
    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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