Mundo de olho em Bolsonaro e eleições: “Brasil fraturado”, “risco à democracia”

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Reprodução de imagem do curta-metragem “Nação Fraturada” do Financial Times

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O mundo está de olho nas eleições do Brasil. Três dos mais importantes jornais internacionais, o New York Times, o Financial Times e o The Washington Post amanheceram questionando a “continuidade da democracia no Brasil” e “retorno político impressionante” de Lula.
  • “Ele  (Bolsonaro – NdR) semeou dúvidas sobre as urnas eletrônicas, minou as autoridades eleitorais e apelidou seu principal adversário de ‘ladrão corrupto’.
  • Fã descarado daditadura militar, ele incitou sua base adoradora a ‘ir à guerra’ se a eleição no domingo for ‘roubada’.”

“No processo, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, perdendo nas pesquisas de reeleição para um segundo mandato, levantou temores do velho fantasma que ainda assombra a América Latina: um golpe. Ou, talvez, uma versão brasileira da insurreição de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio dos EUA.”

O jornal norte-americano avalia a atual eleição presidencial brasileira como “um referendo sobre a democracia”:

  • aqueles que votarem em Lula são a favor
  • e os que votarem em Jair Bolsonaro são contrários ao processo democrático.

 

 

Já o The New York Times destaca no artigo o “impressionante retorno político” de Lula, também decretando que ele deve

“derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro nas eleições brasileiras no domingo”.

“Lula está prestes a se tornar presidente do Brasil mais uma vez, uma incrível ressurreição política que antes parecia impensável”, traça o famoso diário.

O NYT também escancara, logo no início da publicação, que Lula foi julgado imparcialmente:

“cujas condenações por corrupção foram anulado no ano passado depois que o Supremo Tribunal do Brasil decidiu que o juiz em seus casos era parcial.”

E referiu-se à menção do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que chamou o líder brasileiro de “o político mais popular da Terra”.

  • “O retorno de Lula ao cargo de presidente consolidaria seu status como a figura mais influente da democracia moderna do Brasil.
  • Ex-metalúrgico com educação de quinta série e filho de trabalhadores rurais analfabetos, ele é uma força política há décadas,
  • liderando uma mudança transformadora na política brasileira para longe de princípios conservadores e em direção a ideais esquerdistas e interesses da classe trabalhadora.”

 

Bolsonaro como ameaça

Já sobre Bolsonaro, foi o editorial do The Washigton Post que destilou mais descrições:

“Críticos dizem que ele também minou profundamente a democracia

  • – ocupando cargos-chave com comandantes militares atuais e antigos,
  • iniciando uma guerra com a Suprema Corte
  • e empilhando a promotoria e a polícia com partidários.”

A derrota de Jair Bolsonaro, também anota o jornal,

“pode sinalizar que a maré iliberal, construída sobre populismo, polarização, desdém do eleitor, desinformação e Fake News, pode estar começando a diminuir.”

 

 

Um Brasil “fraturado”

Essa polarização entre a democracia e o fascismo, que beneficia de formas diferentes dois polos do Brasil, é a principal mensagem do curta-metragem do britânic0 Financial Times, lançado hoje (29).

“Uma nação fraturada” é o título da reportagem audiovisual de Bryan Harris, que decide conhecer dois lados do Brasil:

  • os ruralistas ricos, caminhoneiros e evangélicos que apoiam Bolsonaro
  • e a população que ficou mais pobre, mais desempregada e com fome por este mesmo governo.

 

O curta-metragem do Financial Times está com acesso liberado a não inscritos, pode ser visto aqui.

 

Se nos primeiros minutos do curta-metragem, cenas do risco à democracia pelo atual presidente,

  • com seus incisivos acenos golpistas, defesa do armamento e violência por seus apoiadores,
  • com mais de 20 minutos de duração,
  • a investigação de Harris mostra também quem saiu beneficiado deste governo.

“Em São Paulo e outros grandes centros urbanos, a história é completamente diferente. Fabiana da Silva vive em uma ocupação – uma favela não muito longe do centro de SP. Ela diz que o descaso do governo com os pobres é uma estratégia deliberada”, também revela.

 

O curta-metragem do Financial Times está com acesso liberado a não inscritos, pode ser visto aqui.

 

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